65% dos brasileiros acreditam que depender menos do governo melhora a vida, diz Datafolha
Pesquisa realizada em junho mostra que preferência por menor dependência estatal atingiu o maior percentual desde 2013, quando série histórica começou.
Por Diário Local
Uma pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (3) mostra que 65% dos brasileiros concordam que "quanto menos eu depender do governo, melhor estará minha vida". É o maior percentual registrado desde o início da série histórica, em 2013. Outros 31% afirmam que "quanto mais benefícios do governo eu tiver, melhor estará minha vida", enquanto 4% não souberam responder.
O indicador integra a matriz ideológica do Datafolha e faz parte do eixo econômico da pesquisa. A pergunta é usada junto com outros temas — como impostos, atuação do Estado, leis trabalhistas e investimentos — para classificar o posicionamento econômico dos entrevistados.
Na primeira edição do levantamento, em 2013, as opiniões estavam empatadas: 47% defendiam depender menos do governo e 47% preferiam mais benefícios estatais. A diferença entre as duas posições cresceu de forma consistente nas pesquisas de 2014, 2017, 2022 e agora em 2026.
Entre homens, 71% defendem menor dependência do governo, enquanto entre mulheres o percentual é de 59%. A diferença de 12 pontos percentuais marca uma divisão clara entre os gêneros no tema.
Regionalmente, o Sudeste concentra o maior percentual de quem afirma que depender menos do governo melhora a vida, com 70%. O Nordeste, por sua vez, apresenta a proporção mais alta de pessoas que preferem mais benefícios governamentais: 38% afirmam que a vida melhora quanto maior for o apoio estatal.
Entre os eleitores do presidente Lula (PT), 50% afirmam que depender menos do governo melhora a vida, enquanto 45% preferem mais benefícios governamentais. A divisão é mais equilibrada nesse segmento.
Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), a tendência é oposta: 79% defendem menor dependência do governo, contra 18% que afirmam que mais benefícios estatais resultam em melhor qualidade de vida. A diferença de 61 pontos percentuais revela um posicionamento econômico bem definido entre os apoiadores do candidato.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em 139 municípios brasileiros, nos dias 17 e 18 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026. A metodologia segue os padrões de transparência do instituto para pesquisas eleitorais.
