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Decisões do TSE e STF levam ao cancelamento de debate presidencial na TV Globo

Decisões sobre exibição de cadeira vazia e inclusão de candidato causaram insegurança jurídica e levaram à suspensão do evento

Por Redação Diário Local

Decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) resultaram no cancelamento do debate presidencial que seria exibido pela Rede Globo nesta quinta-feira (1º). O cancelamento ocorreu após sucessivas intervenções judiciais em menos de uma hora sobre as regras do evento.

A primeira medida partiu da ministra Estela Aranha, do TSE, que proibiu a emissora de exibir uma cadeira vazia no púlpito reservado a Luiz Inácio Lula da Silva. O candidato do PT já havia comunicado que não participaria do debate. A magistrada entendeu que a imagem da cadeira vazia poderia gerar efeitos que transcendem a informação ao eleitorado.

Na sequência, o ministro Gilmar Mendes, do STF, concedeu uma liminar para garantir a participação do candidato Renan Santos no programa, contrariando decisões anteriores que haviam negado o pedido de ingresso do candidato do Missão.

Por que o debate foi cancelado?

A Rede Globo anunciou a suspensão do debate às 20h39 de quinta-feira (1º), alegando que as decisões das cortes — TSE e STF — interferiam nas regras previamente acordadas entre a emissora e as campanhas. Segundo a empresa, a situação gerou uma insegurança jurídica que impediu a realização do evento.

O cancelamento foi motivado também pela desistência do candidato Flávio Bolsonaro. Após a decisão da ministra Estela Aranha, o presidenciável anunciou nas redes sociais que não compareceria ao programa, classificando a determinação como uma forma de censura.

Reação dos candidatos

Os presidenciáveis que estavam preparados para o debate manifestaram revolta. Flávio Bolsonaro afirmou que o Judiciário foi usado para impedir o confronto direto. Já o candidato Romeu Zema acusou o Judiciário de fazer política e disse que a decisão mudou o cenário minutos antes do início.

Augusto Cury e Ronaldo Caiado também criticaram as decisões. Cury afirmou que o protagonismo do STF representa um risco para a democracia, enquanto Caiado classificou o episódio como um atentado ao processo eleitoral brasileiro.

Renan Santos organizou um ato na frente da emissora, no Rio de Janeiro, e atribuiu o cancelamento da programação à desistência de Flávio Bolsonaro. Por outro lado, Lula comentou as decisões de longe e declarou que considera os debates eleitorais infrutíferos e que servem apenas para disputas de retórica.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.