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Eleições 2026

Doadores de candidatos ao Senado por SP variam entre oficiais de cartório, empresários e assessores

Levantamento detalha perfis de financiamento de Marina Silva, Simone Tebet, Guilherme Derrite e André do Prado

Por Redação Diário Local

Os perfis de financiamento das campanhas para o Senado em São Paulo apresentam divergências significativas entre os candidatos que disputam as vagas. Um levantamento baseado em prestações de contas eleitorais mostra que os doadores variam entre oficiais de cartórios, empresários, membros do mercado financeiro e assessores parlamentares.

Os dados analisam as doações de pelo menos R$ 1 mil recebidas pelas campanhas de Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB), Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). Os quatro nomes aparecem em empate técnico em pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira (24), com índices entre 12% e 15%.

Como funcionam as doações de Guilherme Derrite?

A campanha de Guilherme Derrite tem forte presença de oficiais de cartórios de registro de imóveis. Ao menos 27 profissionais de diferentes municípios paulistas aparecem como doadores, somando cerca de R$ 700 mil destinados ao candidato.

As maiores contribuições deste grupo vêm de oficiais da capital, como Vanda Maria de Oliveira Pena Antunes da Cruz, que transferiu R$ 150 mil, e Rosvaldo Cassaro, com R$ 130 mil. O candidato também recebeu aportes de R$ 100 mil de oficiais de São Vicente e de São Paulo.

Além do setor de cartórios, Derrite recebeu recursos de grupos empresariais, como os membros da família Jereissati, de R$ 100 mil cada, e contribuições de executivos da Pacaembu Construtora, da Aguassanta Participações e da Ultrapar. A família Balbo, ligada ao agronegócio, também realizou diversas doações.

Qual o perfil do financiamento de Marina Silva?

A campanha de Marina Silva registra o menor valor total líquido entre os quatro candidatos, com aproximadamente R$ 3,3 milhões. Apesar disso, possui a maior doação individual identificada: R$ 200 mil, enviada por Gisela Maria Moreau, ligada ao setor financeiro.

Outros nomes de peso na lista de Marina incluem a escritora Beatriz Bracher, com R$ 150 mil, e o cineasta Walter Moreira Salles Junior, com R$ 100 mil. O candidato Fernando Haddad também realizou transferências que somam R$ 107,75 mil para a campanha.

A candidata também recebeu recursos de figuras como Henry Singer Gonzalez, do setor financeiro, e Luciana Aparecida da Costa, diretora do BNDES. Além de doações individuais, a campanha conta com cerca de R$ 174 mil de financiamento coletivo.

Quem financia Simone Tebet e André do Prado?

A lista de Simone Tebet é a mais restrita no levantamento. Excluindo a direção do PSB, foram identificados apenas três doadores com contribuições superiores a R$ 1 mil. Entre os nomes aparecem o ex-deputado Vicente Candido e a produtora rural Teresa Cristina Ribeiro Ralston Botelho Bracher.

Fernando Haddad também figura como doador de Tebet, com transferências que somam R$ 100 mil. O ex-deputado Vicente Candido, que doou R$ 73 mil para Tebet, também aparece como doador da campanha de Marina Silva.

Já a campanha de André do Prado é composta majoritariamente por seu círculo profissional. Dos 16 nomes com doações relevantes, 14 são assessores, assistentes ou secretários parlamentares da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

O próprio candidato fez a maior contribuição da sua lista, com R$ 50 mil. Os demais nomes envolvem advogados e diversos funcionários e ex-funcionários ligados ao parlamentar.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.