Eduardo Bolsonaro critica Zé Trovão após deputado chamar Jair Bolsonaro de covarde
Deputado federal relembrou o período em que Zé Trovão esteve no México para evitar mandado de prisão e questionou as críticas ao ex-presidente
Por Diário Local
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) criticou, nesta terça-feira (7), o deputado federal Zé Trovão (PL-SC) após o colega de partido chamar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de "covarde". Eduardo questionou a postura de Trovão, que utilizou o mesmo partido para concorrer a uma vaga no Legislativo após ter criticado o ex-presidente.
A resposta de Eduardo Bolsonaro ocorreu em reação às declarações feitas por Zé Trovão na última sexta-feira (3). Durante sua participação no programa Quintow Podcast, Trovão afirmou que Bolsonaro deveria ter admitido a derrota nas eleições presidenciais de 2022, independentemente de como o resultado ocorreu.
"[Bolsonaro] tinha que ter falado: 'Perdi as eleições. Seja de maneira democrática ou não, perdi as eleições'. Vai para casa", disse o deputado Zé Trovão durante o episódio do podcast.
Em contrapartida, Eduardo Bolsonaro relembrou o histórico de Trovão para contestar as ofensas. O deputado mencionou o período em que o colega de partido buscou refúgio no México para evitar o cumprimento de um mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
"Lembro dessa história. Zé Trovão estava refugiando-se no México e vendo como poderia voltar ao Brasil. E além de ter se livrado, ainda saiu candidato pelo partido de Bolsonaro, para agora chamá-lo de covarde", comentou Eduardo Bolsonaro.
O episódio do podcast citado por Eduardo detalhou que a viagem de Zé Trovão ao México, realizada em 2021, aconteceu enquanto havia uma ordem de prisão contra ele, emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Apesar das duras críticas à conduta de Jair Bolsonaro em relação ao pleito de 2022, Zé Trovão fez ressalvas sobre a situação política do ex-presidente. O deputado afirmou acreditar que Bolsonaro é alvo de uma injustiça e que vive uma perseguição política.
O embate ocorre no âmbito interno do Partido Liberal (PL), partido que une os três políticos envolvidos na discussão sobre as consequências das últimas eleições presidenciais do país.
