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Márcio Canella

PP aguarda posicionamento do União Brasil sobre futuro de Márcio Canella após prisão

Partido aguarda definições sobre pré-candidatura ao Senado de Márcio Canella após operação da Polícia Federal resultar em sua prisão

Por Diário Local

O Partido Progressista (PP) informou que aguarda um posicionamento oficial do União Brasil para definir como agirá diante da prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella. O político, que é pré-candidato ao Senado, foi detido nesta terça-feira (7/7) durante uma operação da Polícia Federal (PF).

Lideranças do PP defendem que é necessário compreender os detalhes da investigação que resultou nos mandados de busca e apreensão contra Canella. O partido sustenta que pretende ouvir o político antes de tomar qualquer decisão sobre a manutenção de sua pré-candidatura ao Senado.

Canella é o atual presidente do União Brasil no Rio de Janeiro. Ele havia sido indicado pela federação formada por União Brasil e PP para compor a chapa que tem o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Douglas Ruas (PL), como candidato ao governo do estado.

Prisão por porte ilegal de arma

A detenção ocorreu no contexto da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal. De acordo com as investigações, Canella foi preso por porte ilegal de arma de fogo após os agentes encontrarem um fuzil em situação irregular no interior de um veículo pertencente ao político.

A operação contou com mandados de busca e apreensão em diversos endereços, localizados na capital fluminense e nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. A Justiça também autorizou o sequestro de bens e valores dos envolvidos.

Além das buscas, foi determinada a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados. A PF também mira Marcus Amim durante as diligências realizadas nesta terça-feira.

Lavagem de dinheiro e movimentação bilionária

Segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. A Polícia Federal aponta que a estrutura criminosa utilizava empresas do setor de combustíveis como plataforma para lavagem de dinheiro.

As investigações indicam ainda que o esquema contava com a participação de agentes públicos. A operação busca desarticular a organização que utilizava a estrutura empresarial para movimentar os valores identificados pelo órgão de controle financeiro.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.