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Eleições

Campanha presidencial de 2026 deve ser marcada por baixa adesão, afirma diretor de instituto

Diretor da Paraná Pesquisas projeta que decisões de governadores em 1º turno podem dificultar campanha de presidenciais

Por Redação Diário Local

A disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026 deve ser marcada por uma campanha de baixa adesão e possível aumento no número de abstenções, segundo o diretor da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo. O especialista alertou que a tendência de as eleições para governador serem decididas já no primeiro turno em estados estratégicos pode dificultar a mobilização dos candidatos presidenciais para o segundo turno.

As declarações foram feitas nesta sexta-feira (21) durante o 25º Fórum Empresarial do Lide, realizado no Rio de Janeiro. Hidalgo participou do painel intitulado “Cenários do Brasil nas Eleições 2026”, onde discutiu a dinâmica política e o comportamento do eleitorado para o próximo pleito.

De acordo com o diretor da consultoria, estados de grande importância, como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Ceará, devem ter a escolha de seus governadores definida logo no primeiro turno. Para Hidalgo, esse cenário deve tornar a disputa nacional no segundo turno mais "fria", reduzindo o interesse popular e o engajamento nas urnas.

O debate também abordou o nível de entusiasmo dos eleitores em relação aos principais nomes que disputam o governo federal. Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, afirmou que há pouco envolvimento por parte dos apoiadores dos candidatos que lideram as intenções de voto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Roman classificou o período eleitoral como uma "eleição do grande desânimo", observando que esse sentimento de baixa conexão política atinge tanto os campos da esquerda quanto o da direita.

Dinâmica dos estados e abstenção

A análise de Hidalgo sugere que a resolução precoce das eleições estaduais em unidades da federação populosas pode esvaziar o debate político nacional. Ao resolverem as lideranças estaduais no primeiro turno, o foco e a energia política do eleitor poderiam diminuir antes da etapa decisiva para a Presidência.

O fórum contou com a presença de diversos especialistas e lideranças empresariais para discutir os rumos do país. A abertura do evento foi realizada pelo fundador do Lide, João Doria, que foi governador de São Paulo entre 2019 e 2023.

Os painéis do encontro abordaram diferentes perspectivas sobre o cenário econômico e político brasileiro, buscando compreender as tendências para os próximos anos, incluindo o impacto do engajamento cívico e das decisões de voto em diferentes esferas de governo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.