Edinho Silva detalha diálogos com PSD e Republicanos sobre apoio no segundo turno
Presidente do PT afirma que PSD manterá neutralidade, mas permite conversas com lideranças regionais para o segundo turno
Por Redação Diário Local
O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (6) que realizou conversas com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e com o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, para tratar da posição de ambos os partidos no segundo turno das eleições.
De acordo com Edinho, Kassab expressou que o PSD adotará uma postura de neutralidade. No entanto, o dirigente sinalizou que o espaço permanece aberto para que o PT dialogue com lideranças regionais da legenda na tentativa de construir apoios.
Sobre o Republicanos, o presidente do PT informou que Marcos Pereira indicou que o partido ainda não definiu uma posição oficial para a etapa decisiva, mas também deixou as portas abertas para tratativas em nível estadual ou municipal.
Articulações com outros partidos
Edinho Silva também mencionou que está em diálogos com o União Brasil, o PP e o Avante. Em relação ao PP, o presidente do PT citou o senador eleito André Fufuca, que teria declarado que, apesar de o partido apoiar Flávio no segundo turno, ele manterá o apoio à campanha de Lula.
O dirigente petista afirmou ainda que a senadora eleita Teresa Surita (MDB) declarou apoio ao presidente da República e que segue em conversas com a legenda Avante.
Como parte da estratégia de organização, o PT deve reunir, nesta quarta-feira (7), os congressistas atuais e os eleitos do partido, além de representantes de legendas aliadas.
Coordenação de campanha e pautas do governo
Edinho defendeu que o vice-presidente Geraldo Alckmin tenha um papel de maior destaque na coordenação da campanha. Ele também indicou que os senadores Camilo Santana, Rui Costa e Jaques Wagner devem integrar a coordenação do grupo.
No campo das políticas públicas, o dirigente afirmou que o presidente Lula defende uma reforma administrativa para o equilíbrio das contas públicas e que o governo já assumiu compromissos com o mercado.
