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Eleições

Eleitores independentes podem decidir corrida para a Presidência, aponta pesquisa Quaest

Cerca de um terço do eleitorado não tem fidelidade partidária e pode mudar o lado entre uma eleição e outra, segundo o instituto Quaest.

Por Redação Diário Local

Cerca de um terço dos eleitores brasileiros não possui fidelidade a partidos, candidatos ou campos políticos e pode mudar de lado entre uma eleição e outra. O perfil, segundo levantamento do instituto Quaest, é mais pragmático e menos ideológico na tomada de decisão, além de apresentar índices de abstenção superiores à média geral do eleitorado.

A volatilidade desse grupo de eleitores independentes é considerada um fator decisivo para o desfecho da disputa pela Presidência da República. Embora os dados atuais apontem uma corrida concentrada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o voto de quem não se identifica com as alas de esquerda ou direita, somado aos indecisos, tem potencial para alterar o resultado final.

Especialistas que acompanham o comportamento desse eleitor destacam que a falta de identificação partidária exige estratégias específicas. O grupo é composto por cidadãos que priorizam questões práticas e que, frequentemente, deixam de comparecer às urnas, o que torna o acompanhamento qualitativo essencial para entender o cenário político.

A análise do comportamento dos indecisos também passa pelo entendimento de como eventos institucionais e crises políticas influenciam a intenção de voto. Em alguns casos, instabilidades em órgãos como o Supremo Tribunal Federal (STF) podem impulsionar o chamado 'voto de protesto' entre os eleitores que ainda não definiram seu posicionamento.

Cenário de intenções de voto

De acordo com os números do instituto Quaest para o primeiro turno, Lula lidera com 39% das intenções de voto. Em seguida, aparecem Flávio Bolsonaro, com 34%, e os candidatos Ronaldo Caiado e Augusto Cury, ambos com 4%.

Completam o levantamento do primeiro turno Renan Santos, com 3%, e Romeu Zema, com 1%. Os dados refletem uma fragmentação no cenário, mas com uma concentração clara de competitividade nos dois nomes que lideram a preferência popular.

No cenário de um eventual segundo turno entre os dois candidatos mais votados, a disputa apresenta um equilíbrio técnico. As intenções de voto registram um empate entre Lula e Flávio Bolsonaro, que aparecem com 42% cada um.

A configuração do pleito reforça a importância do eleitorado que ainda não decidiu seu voto. Para os observadores políticos, a capacidade de mobilização desse grupo não ideológico será o diferencial para romper o empate técnico projetado nas pesquisas atuais.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.