Fachin e Gilmar Mendes faltam a eventos após sessão conturbada no STF
Ausências do presidente da Corte e de Gilmar Mendes ocorrem no dia seguinte a julgamento marcado por discussões e atritos entre ministros.
Por Redação Diário Local
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e o ministro Gilmar Mendes deixaram de comparecer a compromissos públicos na manhã desta quarta-feira (16). As ausências ocorrem no dia seguinte a uma sessão de julgamento no plenário da Corte marcada por discussões e atritos entre integrantes do tribunal.
Fachin estava confirmado na abertura do seminário “Assédio Eleitoral e o seu Enfrentamento”, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), instituição da qual é presidente. Já Gilmar Mendes participaria do Congresso Internacional de Direito Minerário do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).
A organização do evento do Ibram informou que o ministro não compareceu devido a compromissos no STF. No entanto, a agenda oficial divulgada pelo portal da Corte para esta quarta-feira (16) lista apenas compromissos dos ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
O que causou a tensão no plenário?
Os cancelamentos foram registrados após o julgamento realizado nesta terça-feira (15), que foi marcado por debates acalorados. Durante a sessão, o ministro Gilmar Mendes criticou a decisão de André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, classificando o ato como “vexame” e “falta de noção”.
Mendes também afirmou que o relator conduzia o inquérito com “inequívoco viés político-eleitoral” e questionou a origem de vazamentos de dados sigilosos do processo. Em resposta, o ministro Mendonça afirmou que Gilmar estava sendo “leviano”.
O embate incluiu ainda manifestações de Flávio Dino, que cobrou uma postura mais firme da Presidência do Tribunal. Dino afirmou que Fachin assistia ao desgaste do colegiado e afirmou que a condução do Supremo estava em estado de degradação técnica e ética.
Por que o julgamento foi suspenso?
A análise do caso foi suspensa após o ministro Flávio Dino apresentar um pedido de vista. Dino declarou que não havia condições para prosseguir com a deliberação naquele ambiente de discussões.
Antes da suspensão, o presidente Edson Fachin colheu os votos dos ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia para anunciar o resultado provisório da sessão.
