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Política

Filósofo defende união de lideranças de direita para superar polarização e disputar eleições

Denis Rosenfield sugere chapa unificada com nomes como Ronaldo Caiado e Romeu Zema para contrapor o atual cenário político.

Por Redação Diário Local

O filósofo Denis Rosenfield defende que o surgimento de uma "nova direita" é essencial para superar a polarização política entre o lulopetismo e o bolsonarismo no Brasil. Para o pensador, essa nova força deve romper com a lógica de clãs familiares e com os interesses corporativos para apresentar projetos nacionais que possam disputar as próximas eleições.

Segundo Rosenfield, os modelos políticos atuais estão esgotados. Ele aponta que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um processo de estagnação e crise fiscal, enquanto o campo bolsonarista estaria focado em interesses de família, como a busca por anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro e a preservação de laços de parentesco na política.

Para o filósofo, a nova direita precisaria ser pautada por princípios liberais reais, desvinculados de privilégios de setores do Judiciário, do Executivo e do Legislativo. Ele defende uma agenda baseada na redução de impostos, na diminuição do poder do Estado e na retomada de processos de privatização para estimular a economia de mercado.

Como seria o perfil dessa nova direita?

A proposta de Rosenfield exige que o grupo adote uma postura de "ficha limpa" e rigoroso escrutínio público sobre a coisa pública. Ele argumenta que a direita precisa se desvincular do financiamento estatal de grandes corporações e combater a corrupção para recuperar a confiança do eleitorado.

Outro ponto destacado é a necessidade de abandonar vaidades e rivalidades partidárias em favor de um projeto de país. O filósofo sustenta que a direita brasileira atual tem dificuldade em crescer nas pesquisas porque não consegue se emancipar das limitações e dos escândalos associados à família Bolsonaro.

Qual a proposta para formar uma chapa competitiva?

Como estratégia para construir uma alternativa viável ao atual governo, o filósofo sugere a criação de uma chapa unificada. Ele propõe a junção de lideranças que já aparecem em pesquisas, como os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), junto com Renan Santos (Missão).

Rosenfield cita ainda o ex-presidente Michel Temer como uma figura capaz de conferir o sentido de unidade necessário ao projeto. A intenção seria reunir essas forças para resgatar o eleitorado de direita e apresentar uma candidatura que apresente novos projetos, de forma independente dos interesses de clã.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.