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Eleições

Campanha de Flávio Bolsonaro busca fechar novas alianças políticas até quinta-feira (8)

Articulações visam atrair partidos do centrão e candidatos derrotados no primeiro turno para o segundo turno

Por Redação Diário Local

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) intensificou as articulações para ampliar a base política visando o segundo turno das eleições. O objetivo é concluir, até esta quinta-feira (8), as principais tratativas com partidos do centrão e com candidatos que foram derrotados no primeiro turno.

A estratégia busca utilizar a vantagem de Flávio sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas para converter o resultado em adesões e consolidar uma frente política mais ampla para a reta final da disputa.

Quais são as frentes de negociação?

A ofensiva política ocorre em duas frentes distintas. De um lado, a coordenação tenta atrair candidatos que não avançaram para o segundo turno, com destaque para Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Zema já havia anunciado apoio a Flávio na última segunda-feira (5).

De outro, a campanha busca o apoio de legendas que mantiveram neutralidade no primeiro turno, como o União Brasil, PP, Republicanos e Podemos. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, assumiu a linha de frente dessas negociações, contatando os presidentes nacionais Ciro Nogueira (PP) e Marcos Pereira (Republicanos).

No caso de Ronaldo Caiado, as conversas avançam. Flávio Bolsonaro viaja nesta terça-feira (6) para Goiânia para participar de um evento ao lado do ex-governador de Goiás. A expectativa é que Caiado declare apoio ao candidato neste segundo turno, embora o PSD permita que suas bancadas se posicionem conforme preferirem.

O impacto do primeiro turno

A avaliação interna da campanha é de que o desempenho no primeiro turno alterou o ambiente das negociações. Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos, enquanto Lula registrou 45,16%, o que confere maior poder de atração ao candidato frente a partidos e lideranças que optaram pela neutralidade anteriormente.

No Republicanos, a campanha tenta avançar com Marcos Pereira e conta com a influência de Tarcísio de Freitas para aproximar o partido, apesar de resistências internas, como a do presidente da Câmara, Hugo Motta.

Mesmo com a mobilização, integrantes da campanha reforçam que a disputa segue aberta. Segundo o coordenador Rogério Marinho, a orientação é manter o foco na mobilização e na busca por eleitores que não escolheram Flávio na primeira etapa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.