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Campanha de Flávio Bolsonaro aponta influenciador como autor de boato sobre Nossa Senhora Aparecida

Equipe do candidato do PL afirma que postagens de influenciador deram início a campanha coordenada de desinformação nas redes sociais

Por Redação Diário Local

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) aponta o influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro, conhecido pelo perfil “Dilma Bolada”, como o responsável pela primeira publicação que espalhou a informação falsa de que o candidato pretendia retirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida do Brasil.

Segundo o monitoramento realizado pela equipe de Flávio, a postagem de Monteiro foi feita às 21h50 de quarta-feira (23) e iniciou um ciclo de desinformação que vinculou o presidenciável à suposta mudança de status da padroeira nas redes sociais.

A publicação de Jeferson, que ainda estava disponível no X (antigo Twitter) no último sábado (26), afirmava que católicos não deveriam votar em candidatos que quisessem retirar o título da santa. O influenciador, que ganhou notoriedade no primeiro mandato de Dilma Rousseff (PT), é alvo da acusação de ter dado o pontapé inicial na narrativa.

Como ocorreu a disseminação do boato?

De acordo com o levantamento, a propagação foi rápida e coordenada. Apenas seis minutos após o post de Monteiro, o perfil @waglegal10 afirmou que o candidato enfrentaria pressão de apoiadores para alterar o posto de Nossa Senhora Aparecida, o que gerou uma reação em cadeia de outros perfis.

A campanha de Flávio identificou postagens com alcance massivo. O perfil @vitor_dlucca registrou mais de 2 milhões de visualizações em menos de 24 horas. Outro usuário, @CarlosPortoRJ, alcançou 2,4 milhões de visualizações em um dia ao alegar que o fato havia sido noticiado em um canal de televisão.

Em notícia-crime apresentada ao procurador-geral eleitoral, a equipe jurídica de Flávio argumentou que o curto intervalo de tempo entre o primeiro post e a disseminação em massa demonstra uma campanha estruturada. O grupo também apontou o uso de imagens produzidas por inteligência artificial para impulsionar a mentira.

A desinformação utilizou ainda um projeto de lei de 2007, de autoria do então deputado federal Victório Galli, que foi arquivado em 2008 sem relação com o candidato. O texto antigo sugeria mudar a expressão “padroeira do Brasil” para “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.

Pedido de prisão contra servidor do Planalto

Em paralelo, a campanha de Flávio Bolsonaro solicitou, na sexta-feira (25), a prisão preventiva e a busca e apreensão contra George Marques, coordenador-geral da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República. O pedido sustenta que o servidor teria orientado usuários a ignorarem as correções sobre a notícia falsa.

Segundo a peça jurídica, a postagem de Marques incentivava o compartilhamento do tema para que a história chegasse ao interior do Norte e do Nordeste, mesmo após o fato ter sido desmentido. A campanha classifica a conduta como crime de divulgação de fatos inverídicos e associação criminosa.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência afirmou, em nota, que as alegações de Flávio Bolsonaro não procedem. O órgão classificou o pedido de prisão como "injusto e arbitrário" e afirmou que a manifestação de Marques ocorreu em caráter estritamente pessoal.

A Secom ressaltou que o servidor utilizou perfil particular, fora do horário de expediente e com equipamento próprio. Em nota, o Governo Federal reiterou o compromisso com a liberdade de expressão e manifestou repúdio ao que chamou de "patrulhamento e censura" impostos pelo candidato.

No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro André Mendonça concedeu uma decisão favorável ao pedido da campanha de Flávio para derrubar os posts com conteúdo inverídico. A equipe do candidato afirma que a medida visa conter o desgaste causado pela desinformação.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.