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Política

Flávio Bolsonaro cita relação de executivo e patrocinador para defender financiamento de filme

Candidato à Presidência mencionou relação de ex-diretor do Grupo Globo com fundador do Banco Master ao falar sobre recursos para obra

Por Redação Diário Local

O candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), mencionou a relação entre um ex-diretor do Grupo Globo e o fundador do Banco Master para defender o financiamento de "Dark Horse", filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), durante entrevista nesta sexta-feira (16).

Ao ser questionado sobre o aporte de recursos para a obra cinematográfica, Flávio citou a recente demissão de Frederic Kachar, ex-diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio do Grupo Globo, ocorrida na quinta-feira (15). O candidato afirmou que os recursos aportados por Daniel Vorcaro e outros investidores são lícitos e que não houve irregularidade na operação.

Flávio comparou o caso ao patrocínio do Banco Master em programas de televisão, mencionando o apresentador Luciano Huck. Segundo o candidato, o patrocínio de grandes valores para publicidade é uma prática comum e não configura irregularidade.

O caso Frederic Kachar

A demissão de Frederic Kachar foi anunciada pelo Grupo Globo na quinta-feira (15). O executivo, que atuava na empresa há 29 anos, foi desligado após a divulgação de conversas entre ele e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

De acordo com comunicados da empresa, as mensagens trocadas entre outubro de 2023 e julho de 2025 revelaram uma relação inadequada do executivo com um anunciante. As conversas, obtidas pela Polícia Federal, tratavam de negócios, patrocínios e pedidos de cobertura jornalística.

O Grupo Globo reafirmou seu compromisso com a ética e a transparência, declarando que a cobertura jornalística sobre o caso Master é independente de interesses comerciais.

Financiamento do filme Dark Horse

O financiamento da produção "Dark Horse" também foi alvo de questionamentos durante a entrevista. Foi perguntado ao candidato por que ele teria solicitado R$ 134 milhões a Vorcaro, enquanto o orçamento declarado pela produtora do filme foi de R$ 75 milhões.

A Polícia Federal identificou Flávio Bolsonaro como interlocutor direto de Vorcaro nas negociações do projeto. A investigação cita a existência de reuniões presenciais, acompanhamento das gravações e cobranças de pagamentos.

Flávio negou qualquer irregularidade no processo. O candidato afirmou que procurou diferentes investidores e que Vorcaro aceitou participar do projeto em um período no qual não havia acusações contra o banqueiro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.