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Política

Plano de Flávio Bolsonaro propõe reaproximação com EUA e combate a sanções comerciais

Programa para eventual governo prevê uso da diplomacia para reverter restrições comerciais impostas por EUA, China e Europa

Por Redação Diário Local

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, propõe uma reaproximação do Brasil com os Estados Unidos e o uso de meios diplomáticos para tentar superar barreiras comerciais contra produtos nacionais. A proposta faz parte do plano de governo do senador para um eventual mandato.

O documento, intitulado “Plano Para o Brasil Vencer o Atraso”, reúne propostas em diversos eixos, como segurança, economia, educação, saúde, infraestrutura e gestão do Estado. O plano deve ser protocolado nesta quinta-feira (13) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acompanhando o pedido de registro da candidatura do senador.

O que diz o plano sobre o comércio exterior?

No capítulo dedicado ao agronegócio, o programa prevê que um futuro governo buscará soluções negociadas para as restrições aplicadas a produtos brasileiros. O texto afirma que serão buscadas "soluções diplomáticas eficazes contra sanções dos Estados Unidos, da China e da Europa aos produtos nacionais".

A estratégia visa melhorar a relação com parceiros comerciais, com foco especial nos Estados Unidos. O documento critica a atual política externa e defende uma atuação guiada pelo profissionalismo e pelo interesse econômico, sem base em ideologia. O plano indica que o Brasil voltará a privilegiar parceiros interessados no ganho mútuo do comércio.

O texto menciona que as relações com países como Argentina, Estados Unidos e Israel foram levadas ao limite do rompimento nos últimos anos. A proposta é reverter esse cenário com foco no interesse do Brasil.

Contexto das tensões diplomáticas

As propostas são apresentadas em um momento de desgaste entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Em julho, o governo dos Estados Unidos anunciou duas novas tarifas sobre produtos brasileiros, de 25% e 12,5%.

Além disso, a Casa Branca prorrogou por mais um ano a emergência nacional relacionada ao Brasil, mantendo o mecanismo que permite ao presidente americano adotar sanções econômicas contra o país. A tensão envolveu também questões de vistos para diplomatas e a embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.

O documento de Flávio Bolsonaro não detalha os passos práticos para derrubar as tarifas ou outras restrições. O plano também defende a ampliação da abertura comercial, a busca por novos acordos, a participação em cadeias globais de produção e a retomada do processo de adesão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.