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Flávio Bolsonaro assume compromisso de rever dívidas de estados após pedido de Cleitinho

Compromisso foi firmado após pedido do governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo; proposta prevê diálogo sobre débitos com a União

Por Redação Diário Local

O candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), assumiu o compromisso de rever as dívidas dos estados com a União. O anúncio foi feito após um pedido de Cleitinho Azevedo (Republicanos), governador eleito de Minas Gerais, por meio das redes sociais nesta quinta-feira (8).

Cleitinho, que venceu o pleito no primeiro turno e manifestou apoio à candidatura de Flávio, solicitou que o senador formalizasse a disposição de dialogar sobre o débito mineiro. O candidato confirmou o compromisso de realizar a revisão.

A dívida de Minas Gerais

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Fazenda, Minas Gerais possui uma dívida acumulada de R$ 187,5 bilhões com o governo federal. Apesar de o estado ter aderido ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), a bancada mineira considera que as condições atuais de renegociação são insuficientes.

Uma das sugestões levantadas por Cleitinho Azevedo é que os valores repassados mensalmente à União sejam convertidos em investimentos dentro do próprio território mineiro, como a realização de obras públicas.

Flávio Bolsonaro explicou que uma medida que permitiria o abatimento de dívidas por meio de serviços de cooperação federativa — como infraestrutura e segurança pública — chegou a ser aprovada no Congresso Nacional, mas foi vetada por Luiz Inácio Lula da Silva.

Possibilidades de renegociação

O deputado federal Domingos Sávio (PL-MG), eleito senador, declarou acreditar no cumprimento da promessa de Flávio. Segundo o parlamentar, o candidato já havia sinalizado a disposição de tratar o tema antes mesmo do apoio de Cleitinho.

A bancada de Minas Gerais também estuda outras alternativas para reduzir o débito, como a utilização de ativos estaduais, incluindo imóveis e participações em empresas públicas, além de uma revisão na correção monetária.

No âmbito do Propag, o governo mineiro apresentou participações em empresas como a Cemig, a Copasa e a Codemig como possíveis ativos para abatimento da dívida. No entanto, o governador eleito descartou abrir mão do controle estadual sobre a Cemig.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.