Flávio Dino determina quebra de sigilos de Fábio Garcia em operação da Polícia Federal no MT
Decisão que embasou a Operação Heritage atinge também familiares do deputado federal e candidato a vice-governador.
Por Redação Diário Local
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do deputado federal Fábio Garcia. A decisão embasou a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (6), no Mato Grosso.
A ordem judicial, assinada no último dia 24 de julho, também atinge o pai, a mãe e um tio do parlamentar. A medida tornou-se pública com o início das investigações nesta quinta-feira (6), que também miram o ex-governador Mauro Mendes, do União Brasil.
A Operação Heritage foi solicitada pela Polícia Federal após denúncia formalizada à Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo ex-governador Pedro Taques, em janeiro. A investigação aponta que o governo do Mato Grosso teria desistido de uma disputa com a operadora Oi e firmado um acordo para pagar R$ 308 milhões a um escritório de advocacia.
Segundo os investigadores, o escritório havia adquirido os direitos creditórios por R$ 80 milhões e repassado o montante para dois fundos da Master Corretora. O dinheiro teria sido, posteriormente, investido em empresas e fundos ligados a Fábio Garcia e a Mauro Mendes, de acordo com a PF.
Na época dos fatos investigados, Fábio Garcia ocupava o cargo de chefe da Casa Civil do estado. Mauro Mendes, também citado na operação, é candidato ao Senado pelo União Brasil na atual disputa eleitoral.
A movimentação ocorre em um momento estratégico para a política mato-grossense, já que os partidos têm até o dia 15 de agosto para registrar as candidaturas junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Qualquer um dos indicados pode optar pela renúncia ao pleito dentro do prazo.
Fábio Garcia é candidato a vice-governador na chapa lançada esta semana, que tem Otaviano Pivetta (Republicanos) como candidato à reeleição ao governo. Pivetta assumiu o posto de governador após a renúncia de Mendes para concorrer ao Senado.
No cenário de alianças, a federação União Progressista chegou a discutir a adesão à chapa de Pivetta ou o lançamento do senador Jayme Campos ao Senado. Ao final, Garcia aceitou o desafio de concorrer à vice, enquanto Campos anunciou apoio às candidaturas de Janaina Riva (MDB) e Wellington Fagundes (PL).
