Flávio Roscoe critica aliados que apoiam Cleitinho e questiona postura de adversários em Minas
Candidato do PL ao governo de Minas Gerais critica infidelidade partidária e defende manutenção de isenções fiscais no estado
Por Redação Diário Local
O candidato do PL ao governo de Minas Gerais, Flávio Roscoe, criticou a postura de aliados que apoiam a candidatura de Cleitinho Azevedo (Republicanos) e questionou o posicionamento político de seus adversários. As declarações foram feitas durante sabatina realizada nesta segunda-feira (28).
Roscoe afirmou que, no atual cenário, apenas sua candidatura representa a direita. Sobre Mateus Simões (PSD), o empresário argumentou que o partido compõe a base do governo federal, citando a presença de três ministros da legenda no governo atual.
Em relação a Cleitinho Azevedo, Roscoe disse que o candidato do Republicanos sinalizou uma decisão de centro ao não apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. O candidato do PL classificou o apoio de integrantes de sua própria legenda a Cleitinho como infidelidade partidária.
O que diz sobre a infidelidade partidária?
Para o candidato, os partidos precisam ter propósito e as "traições de última hora" são um fator que gera desconfiança na população. Roscoe afirmou que o comportamento de mudar de lado conforme a conveniência prejudica a democracia.
Ele alegou que esse movimento ocorre inclusive dentro do próprio PL. Segundo o empresário, que disputa o cargo pela primeira vez, as pessoas seguem interesses de momento em vez de ideais políticos.
Como Roscoe avalia as isenções fiscais?
Outro ponto abordado na sabatina foi a concessão de incentivos fiscais para empresas em Minas Gerais. Flávio Roscoe defendeu a manutenção desses benefícios, afirmando que eles são responsáveis por atrair empresas e gerar empregos no estado.
O candidato criticou as propostas de adversários que pretendem revogar parte das isenções para reduzir a dívida de R$ 180 bilhões que Minas Gerais possui com a União. Roscoe classificou o debate sobre o tema como uma "cortina de fumaça".
A previsão é de que as isenções fiscais no estado ultrapassem R$ 26 bilhões no próximo ano. O debate ocorre em um contexto de renegociação da dívida mineira por meio do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).
