Disputa presidencial de 2026 mantém polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, aponta Quaest
Pesquisas da Quaest revelam estabilidade no cenário eleitoral, com Lula forte no Nordeste e Flávio liderando no Sul
Por Redação Diário Local
A disputa para a eleição presidencial de 2026 apresenta um quadro de estabilidade e polarização entre o grupo de Lula e o campo político de Flávio Bolsonaro, segundo dados de pesquisas da Quaest divulgados nesta semana. O cenário indica que as movimentações de votos ocorrem dentro de limites estreitos, sem alterar a estrutura que organiza a escolha dos eleitores brasileiros.
A análise das intenções de voto mostra que os dois polos continuam ocupando os espaços centrais da política nacional. Enquanto Lula mantém sua base consolidada no Nordeste, Flávio Bolsonaro reproduz a geografia eleitoral de seu pai, com vantagem nas regiões Sul e parte do Centro-Oeste. Em estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, a disputa permanece em equilíbrio, com as porcentagens dentro das margens de erro.
Como está a força de cada candidato nos estados?
O Nordeste segue como o principal pilar eleitoral de Lula. Na Bahia, o presidente registra 53% das intenções de voto no cenário consolidado. Em Pernambuco, o índice chega a 54%, três pontos acima do desempenho registrado em 2022. No Rio Grande do Norte, Lula avança de 49% para 54%.
No extremo oposto, Flávio Bolsonaro lidera o território do Sul. Em Santa Catarina, ele possui 45% das intenções de voto no primeiro turno, contra 20% de Lula. No Rio Grande do Sul, o candidato da direita lidera com 34% contra 28% do petista. No Paraná, o cenário também apresenta vantagem para o campo bolsonarista.
Em Goiás, Ronaldo Caiado aparece como uma exceção à polarização nacional. No estado, ele consegue converter sua trajetória local em competitividade presidencial, superando Lula e aparecendo tecnicamente empatado com Flávio Bolsonaro.
O que os números dizem sobre a estabilidade eleitoral?
Ao comparar a intenção de voto atual com os resultados de 2022 — utilizando a base de todos os eleitores aptos —, observa-se que Lula permanece dentro da margem de erro em 16 das 25 unidades da Federação pesquisadas. Em cinco estados ele apresenta crescimento e em quatro apresenta queda.
As oscilações observadas refletem movimentos regionais e não uma mudança de tendência nacional. Lula apresenta melhora em estados como Maranhão, Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte e Rondônia. Já o desempenho do petista cai em Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O fenômeno da polarização é sustentado pela capacidade de transferência do voto bolsonarista. Mesmo sem a trajetória nacional do pai, Flávio Bolsonaro consegue ocupar o mesmo espaço político, utilizando a identidade do grupo para organizar a direita. Somados, Lula e Flávio concentram cerca de 60% das intenções de voto em São Paulo e Minas Gerais, e superam esse patamar no Rio de Janeiro.
