Renato Casagrande disputa vaga ao Senado pelo Espírito Santo com proposta de reforma no Judiciário
Ex-governador do Espírito Santo defende mandato de 10 anos para ministros do STF e limitação de decisões monocráticas.
Por Redação Diário Local
Renato Casagrande, candidato do Partido Socialista Brasileiro (PSB), disputa uma das duas vagas ao Senado pelo Espírito Santo nas eleições deste ano. O ex-governador deixou o comando do estado em abril de 2026 para concorrer ao cargo parlamentar.
Nascido em Castelo, no sul do Espírito Santo, em 3 de dezembro de 1960, Casagrande tem 65 anos. Ele é casado, pai de dois filhos e possui formação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Viçosa (MG) e em Direito pela Faculdade de Direito de Cachoeiro de Itapemirim.
A trajetória política de Casagrande teve início na década de 1980, com atuação no movimento estudantil e no sindicalismo rural. Antes de se filiar ao PSB em 1987, ele integrou o PCdoB e o PMDB.
O político foi eleito deputado estadual em 1990, exercendo mandato entre 1991 e 1994, período em que foi o primeiro parlamentar do PSB na Assembleia Legislativa do Espírito Santo. Em 1994, ele assumiu o cargo de vice-governador, ocupando a função entre 1995 e 1999.
Em sua carreira administrativa, Casagrande também atuou como secretário de Estado da Agricultura, secretário de Meio Ambiente da Serra e secretário de Desenvolvimento Rural de Castelo. Em 2002, foi eleito deputado federal e, entre 2007 e 2010, exerceu mandato como senador.
Casagrande foi eleito governador do Espírito Santo em 2010, no primeiro turno, com 82,3% dos votos válidos. Após não ser reeleito em 2014, ele retornou ao governo estadual ao vencer a eleição de 2018 e obteve a reeleição em 2022.
Quais as propostas de Casagrande para o Senado?
O candidato defende uma reforma no Judiciário como parte de suas propostas para o mandato. Entre os pontos principais está a instituição de um mandato de 10 anos para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), visando permitir a renovação dos integrantes da Corte.
Casagrande também defende a proibição de que familiares de ministros do STF atuem como advogados em processos que tramitam no próprio tribunal. Além disso, o candidato propõe limitar as decisões monocráticas, defendendo que decisões individuais que suspendam ou anulem atos do Congresso Nacional passem pelo plenário do STF.
