Ministro do Trabalho visita Campo Grande e fala sobre acolhimento a migrantes
Em passagem por Campo Grande nesta terça-feira (8), o ministro Luiz Marinho comentou relação com o estado e comparou políticas de imigração.
Por Redação Diário Local
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, esteve em Campo Grande nesta terça-feira (8) e destacou a postura de acolhimento do Brasil em relação aos migrantes. Durante a agenda, ele também comentou sua relação de proximidade com o estado de Mato Grosso do Sul.
Em relação à imigração, Marinho comparou a política brasileira com a do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o ministro, enquanto a gestão americana foca na expulsão, o Brasil mantém uma política de braços abertos para os estrangeiros.
O ministro ressaltou a importância da Sala do Imigrante em Mato Grosso do Sul para a regularização de documentos. Para ele, o atendimento evita a exploração de estrangeiros e resguarda as empresas de possíveis fiscalizações e sanções por contratações fora das regras nacionais.
Visita a canteiro de obras em Campo Grande
No período da manhã, Luiz Marinho visitou o canteiro de obras do mercado Mister Júnior, situado na Avenida Raquel de Queiroz. O local foi palco de um desabamento de estrutura na última sexta-feira (4), que resultou na morte de dois operários.
Após a vistoria, auditores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) determinaram o embargo da construção. A interrupção das atividades deve permanecer até que todos os riscos de segurança sejam eliminados do local.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) constatou que os trabalhadores que faleceram no acidente não possuíam registro formal e não haviam passado pelo processo de integração de segurança exigido.
Memórias de infância no estado
Durante a passagem pela capital sul-mato-grossense, Marinho relembrou sua trajetória pessoal. Natural de Cosmorama (SP), o ministro cresceu na região de Santa Fé do Sul (SP), que fica próxima à divisa com o município de Aparecida do Taboado (MS).
Ele relatou que, durante a adolescência, costumava cruzar a fronteira estadual para frequentar eventos e jogar futebol em território de Mato Grosso do Sul, descrevendo o estado como uma extensão de sua vida na época.
