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Política

Lula acusa Eduardo Bolsonaro de articular intervenção de Donald Trump nas eleições brasileiras

Em comício no DF, o presidente afirmou que Eduardo Bolsonaro tenta articular interferência americana no pleito eleitoral.

Por Redação Diário Local

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em comício realizado nesta quarta-feira (16), em Ceilândia (DF), que o Brasil não aceita políticos que agem de forma subserviente a outras nações. Durante o evento, o presidente acusou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de tentar articular uma intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas eleições brasileiras.

Lula declarou que Eduardo Bolsonaro estaria atuando em território americano para buscar a interferência de Trump no pleito nacional. Segundo o presidente, o ex-deputado estaria agindo sob orientação do senador Flávio Bolsonaro (PL), que é um de seus principais opositores e candidato à Presidência.

O presidente informou que pretende tratar do tema diretamente com o líder americano. O encontro deve ocorrer na próxima terça-feira (22), durante a reunião da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde Lula planeja pedir que Trump não interfira no processo eleitoral do Brasil.

No discurso, o petista criticou a postura de políticos que, segundo sua visão, utilizam símbolos nacionais, mas buscam apoio de potências estrangeiras em outros momentos. "Esse País não comporta político vira-lata. Esse País não comporta político que, de dia, mostra a bandeira nacional e, de noite, vai ficar de quatro para os Estados Unidos com a bandeira americana", disparou o presidente.

Lula também direcionou críticas ao senador Flávio Bolsonaro por sua atuação política. O presidente afirmou que o senador representa um grupo que defende a privatização de praias no país.

A chapa formada pela deputada federal Bia Kicis (PL) e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) para disputar o Senado pelo Distrito Federal também foi alvo de ataques. O presidente questionou a composição da dupla, alegando que os nomes indicados para as suplências são parentes dos candidatos.

"Uma escolheu o irmão e a outra o filho de suplente", afirmou Lula, criticando a estratégia de formação da chapa bolsonarista na região.

O comício aconteceu no contexto da campanha de reeleição do presidente, que utilizou o espaço para confrontar diretamente a ala do PL alinhada à família Bolsonaro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.