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Soberania

Lula critica brasileiros que estariam dispostos a entregar minerais estratégicos aos Estados Unidos

Durante cerimônia sobre Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, presidente defendeu o refino de terras-raras no Brasil.

Por Redação Diário Local

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou a sanção da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), nesta quarta-feira (16), para reforçar o discurso de soberania nacional e criticar o que chamou de "traidores da pátria". Durante cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente afirmou que brasileiros estariam dispostos a entregar minerais críticos e terras-raras em estado bruto para outros países.

Sem citar nomes durante o evento, Lula criticou brasileiros que, segundo ele, "caíram de joelhos diante dos Estados Unidos". O posicionamento do presidente conecta-se a embates anteriores com a família Bolsonaro e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que em março assinou um memorando de cooperação com os EUA sobre o tema, gerando críticas do Planalto por envolver recursos estratégicos da União.

O presidente defendeu que o Brasil não deve repetir a trajetória de exportar riquezas naturais sem agregar valor para, depois, importar produtos industrializados. "Não permitiremos que a história se repita", declarou Lula, reforçando que a soberania nacional não está à venda.

Para viabilizar essa estratégia, Lula afirmou que a riqueza mineral deve financiar o desenvolvimento do país. Ele destacou a necessidade de ampliar a capacidade de pesquisa das universidades, criar cursos específicos e formar profissionais para transformar os minerais em produtos de maior valor agregado em território brasileiro.

A estratégia de governo também busca evitar a dependência externa excessiva. O presidente declarou que o Brasil não precisa manter dívidas ou submissão a nações como os Estados Unidos ou a China, defendendo parcerias internacionais que não abram mão do processamento dos recursos no país.

Contexto de negociações e investimentos

A defesa da soberania mineral tem sido um eixo central da comunicação política de Lula, ganhando força desde o conflito tarifário com os Estados Unidos em 2025. O tema também foi priorizado em seu programa eleitoral, que defende o refino e a industrialização das reservas de terras-raras.

O cenário internacional de minerais críticos é marcado por uma busca de fornecedores por alternativas à China. Em julho, os Estados Unidos chegaram a solicitar ao Brasil medidas para limitar certos investimentos estrangeiros no setor, como parte de negociações para evitar tarifas, mas a proposta foi rejeitada pelo governo federal.

A meta da atual gestão é atrair investimentos estrangeiros sem converter o Brasil em um simples exportador de matéria-prima. O objetivo é garantir que o processamento dos recursos estratégicos ocorra no Brasil, integrando a cadeia produtiva nacional ao mercado global.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.