Lula é criticado por Flávio Bolsonaro durante comício de campanha em Curitiba
Durante evento em Curitiba (PR), o presidente afirmou ter sido vítima de mentiras e criticou o papel da imprensa na cobertura do adversário.
Por Redação Diário Local
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante comício de campanha realizado neste sábado (12), em Curitiba (PR). Durante o evento, Lula chamou o adversário de 'frouxo' e 'mentiroso', alegando que o senador foi 'acobertado pela imprensa nacional'.
As declarações ocorreram a 22 dias do primeiro turno das eleições, previsto para o dia 4 de outubro. O presidente afirmou que é vítima de mentiras e sugeriu que veículos de comunicação favorecem o candidato do PL.
Na sequência do discurso, Lula relembrou o período em que ficou detido na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Ele permaneceu preso por 580 dias, entre abril de 2018 e novembro de 2019, em decorrência de condenações no âmbito da Operação Lava Jato.
O presidente afirmou que a imprensa não tem coragem de pedir desculpas por erros ou informações equivocadas. Ele também mencionou o caso do apartamento no Guarujá e de sua chácara durante o questionamento sobre as motivações de sua prisão.
Lula voltou a citar Flávio Bolsonaro ao comentar uma reportagem sobre o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. O presidente afirmou que a notícia indicava que o empresário estaria no mesmo prédio que o senador.
A passagem por Curitiba integra uma série de compromissos da campanha presidencial na região Sul. Antes de chegar ao Paraná, o presidente cumpriu agenda em Porto Alegre (RS), na sexta-feira (11).
Em relação ao histórico judicial, Lula foi condenado pelo ex-juiz Sergio Moro pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. Em fevereiro de 2019, recebeu uma segunda condenação pelo caso do sítio em Atibaia (SP).
As condenações foram posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente havia sido solto em 8 de novembro de 2019, após a decisão da Corte de que a pena só poderia ser cumprida após o trânsito em julgado.
