Lula defende plano de longo prazo para financiar a defesa nacional sem depender de sobras do Orçamento
Durante evento em Niterói (RJ), o presidente defendeu investimentos em tecnologia e indústria para proteger fronteiras, o pré-sal e minerais críticos.
Por Redação Diário Local
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta terça-feira (28), a implementação de um plano de longo prazo para o financiamento da defesa nacional. A proposta busca garantir recursos para proteção de ativos estratégicos sem depender de sobras do Orçamento da União.
As declarações foram feitas durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Niterói (RJ). O presidente destacou a necessidade de investimentos em tecnologia, equipamentos e no fortalecimento da indústria nacional para assegurar a proteção de fronteiras, do litoral, do pré-sal e das reservas de minerais críticos.
Lula afirmou que a dimensão territorial do Brasil exige um planejamento constante para evitar o despreparo diante de possíveis ameaças. Segundo o presidente, o país precisa assumir a responsabilidade pela guarda de seus recursos para não ficar em desvantagem internacional.
Como seria o financiamento proposto?
O presidente utilizou uma analogia com decisões financeiras pessoais para criticar o modelo de depender de recursos que apenas "sobram" no orçamento. Ele defendeu que o planejamento da defesa não pode ser pautado pela incerteza de valores remanescentes.
A proposta visa garantir a modernização das Forças Armadas, incluindo o Exército, a Marinha e a Aeronáutica. Lula mencionou que, em seus dois primeiros governos, houve investimento na renovação de equipamentos dessas instituições.
Investimentos em ciência e tecnologia
Além da defesa, foi defendida a elaboração de um plano de investimentos em ciência e tecnologia com horizonte de 10 anos. O presidente ressaltou que o projeto poderá demandar a busca por novas fontes de financiamento, uma vez que o orçamento atual não comportaria o investimento necessário.
Lula pontuou que o Brasil deve disputar espaço no cenário internacional por meio da inovação. Ele afirmou que o país não possui o mesmo poderio militar de potências como os Estados Unidos e a China, mas que o caminho para a competitividade passa pelo desenvolvimento científico.
Caso a proposta de investimento em ciência seja considerada viável, o projeto será encaminhado ao Congresso Nacional para análise.
