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Eleições

Lula é reeleito com recorde de votos e mercado projeta volatilidade na Bolsa nesta segunda (26)

Presidente conquistou o quarto mandato com mais de 64 milhões de votos; mercado aguarda sinais sobre responsabilidade fiscal.

Por Redação Diário Local

Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito para um quarto mandato na Presidência da República após vencer a disputa ocorrida neste domingo (25). O resultado, confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), coloca o petista com mais de 64 milhões de votos, superando sua marca anterior de 2022.

O novo presidente derrotou o senador Flávio Bolsonaro por 51,79% a 48,21% dos votos válidos, uma diferença de 4,4 milhões de votos. A vitória ocorre após um processo eleitoral marcado por problemas no deslocamento de eleitores e pelo adiamento do fechamento das urnas.

De acordo com o TSE, a eleição foi concluída após os ajustes necessários, mas o candidato derrotado manifestou oposição ao desfecho. O senador Flávio Bolsonaro afirmou que não reconhece o resultado e que entrará com um pedido de anulação do pleito, alegando irregularidades no processo.

Reação do mercado financeiro

A confirmação da reeleição gerou expectativas de forte volatilidade para o mercado financeiro nesta segunda-feira (26). No pré-mercado, o EWZ, principal ETF brasileiro negociado nos Estados Unidos, registrava queda de 26% após o anúncio do resultado.

No mercado de câmbio, contratos de derivativos indicavam o dólar cotado a R$ 5,55, o que sinaliza uma desvalorização superior a 10% em relação ao fechamento da última sexta-feira (24). Analistas do mercado apontam que o cenário de incerteza está ligado aos riscos associados à dívida pública e à desvalorização cambial.

A intensidade dos movimentos na Bolsa de Valores e na curva de juros deve depender dos sinais que o novo governo emitirá sobre seu compromisso com a responsabilidade fiscal. A agenda econômica desta semana também inclui a divulgação do relatório mensal da dívida pública federal e o novo Boletim Focus, do Banco Central.

Questionamentos sobre o pleito

O senador Flávio Bolsonaro argumenta que o adiamento de duas horas no fechamento das urnas, determinado pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), comprometeu as regras do jogo. Segundo o senador, a medida torna impossível o reconhecimento do resultado.

Em sua decisão de prorrogar o horário de votação, o ministro Zanin afirmou que ambas as campanhas haviam apresentado pedidos nesse sentido durante o processo eleitoral.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.