Manifestação na Avenida Paulista reúne 28,5 mil pessoas neste segunda-feira (7)
Levantamento do Monitor do Debate Político da USP aponta que público foi 32% menor do que o registrado em 2025
Por Redação Diário Local
Uma manifestação realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu 28.500 pessoas no auge da concentração nesta segunda-feira (7). O levantamento foi feito pelo Monitor do Debate Político da USP/Cebrap, em parceria com a organização 'More in Common'.
De acordo com os dados, o público registrado apresenta uma margem de erro de 12% para mais ou para menos, situando a participação entre 25,1 mil e 32 mil pessoas. O volume de manifestantes foi inferior aos registros de anos anteriores no mesmo local.
Em 2025, o ato reuniu 42,2 mil pessoas, enquanto o público de 2024 foi de 45,4 mil. Com os novos números, a concentração desta segunda-feira (7) representa uma queda de 32,46% em relação ao ano passado e de 37,22% comparada ao período anterior.
O evento contou com a presença de diversas lideranças políticas, entre elas o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes e o senador Flávio Bolsonaro. Também estiveram no ato o pastor Silas Malafaia, o deputado Nikolas Ferreira e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
O que disse o governador Tarcísio de Freitas?
Durante o discurso, o governador Tarcísio de Freitas defendeu que a sociedade e as instituições precisam de respostas diante de questionamentos sobre a conduta do ministro Alexandre de Moraes e do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o governador, deve haver uma resposta institucional quando há dúvidas sobre o exercício da magistratura.
Tarcísio afirmou que nenhuma autoridade deve estar acima da Constituição, citando que banqueiros, senadores, ministros, governadores e o presidente precisam se submeter à lei. Para o governador, a transparência e o esclarecimento de dúvidas são fundamentais para as instituições.
A mobilização na Avenida Paulista ocorreu em um momento de tensão institucional e debates sobre pedidos de anistia. O ato também foi marcado por discussões envolvendo petições enviadas ao Supremo e questionamentos sobre o funcionamento do Judiciário.
As movimentações políticas e a presença de figuras da direita buscaram pautar o debate sobre a atuação do STF. O cenário atual é de encruzilhada institucional, com questionamentos sobre o cumprimento do devido processo legal e do regimento interno da Corte.
