Filho de Sérgio Cabral faz vaquinha online para vaga na Alerj e arrecada R$ 3,4 mil
Candidato a deputado estadual pelo Solidariedade tem meta de R$ 100 mil em doações para campanha eleitoral.
Por Redação Diário Local
O advogado Marco Antônio Cabral, candidato a deputado estadual pelo Solidariedade, lançou uma campanha de arrecadação de recursos por meio de uma "vaquinha online". O objetivo é atingir a meta de R$ 100 mil em doações de apoiadores para a disputa eleitoral.
Até a manhã desta quinta-feira (20), o candidato havia arrecadado R$ 3,4 mil, o que representa cerca de 3% do total pretendido. Marco Antônio Cabral, que é filho do ex-governador Sérgio Cabral, busca uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) pela primeira vez.
O ex-deputado federal atuou na Câmara dos Deputados no período de 2015 a 2019. Em tentativas anteriores para o cargo de deputado federal, nos anos de 2018 e 2022, ele participou do pleito, mas acabou ficando na posição de suplente.
Em relação ao seu patrimônio, os dados registrados na Justiça Eleitoral e disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam um valor de R$ 203,9 mil. Esse montante é composto por cotas, uma sociedade individual, um apartamento e valores depositados em contas correntes.
A trajetória partidária de Cabral também passou por mudanças recentes. Após permanecer filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) por aproximadamente 18 anos, o advogado deixou a legenda em abril deste ano. A saída ocorreu após um convite do deputado federal Áureo Ribeiro, presidente estadual do Solidariedade, para concorrer à Alerj.
Em julho, o candidato foi alvo de um mandado de busca e apreensão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida ocorreu durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne.
As investigações da Polícia Federal (PF) indicam que o nome de Marco Antônio Cabral constava em planilhas relacionadas a Adilsinho, apontado como chefe de um esquema de contrabando de cigarros no Rio de Janeiro. O caso é objeto de apuração das autoridades.
Sobre o mandado de busca, o ex-deputado negou qualquer envolvimento com atividades ilícitas. Em declarações anteriores, ele afirmou não participar de organizações criminosas, lavagem de dinheiro ou recebimento de valores de origem irregular.
