Marinho critica métodos do PT após reportagens sobre o filho de Lula
Senador Rogério Marinho utilizou as redes sociais para questionar a atuação do governo após investigações da PF sobre suposto tráfico de influência
Por Redação Diário Local
O senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, criticou os métodos do Partido dos Trabalhadores (PT) nesta quinta-feira (20). As declarações do parlamentar ocorreram após a divulgação de informações sobre um suposto tráfico de influência envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Em publicação na rede social X, Marinho afirmou que os escândalos envolvendo o partido não são episódios isolados. Segundo o senador, o governo atual utiliza o poder para aparelhar o Estado, proteger aliados e sufocar a verdade, confundindo a República com interesses partidários.
As críticas do parlamentar de oposição surgem após investigações da Polícia Federal (PF) apontarem supostas irregularidades envolvendo o filho do presidente Lula. Mensagens interceptadas pela PF revelam que a lobista Roberta Luchsinger mantinha uma sociedade oculta com Lulinha e com Fernando Bittar, um dos proprietários do sítio de Atibaia.
Grupo Musaranhos e influência no Ministério da Saúde
De acordo com o relatório da Polícia Federal, os três envolvidos utilizavam um grupo de mensagens no WhatsApp denominado "Musaranhos". No grupo, a trinca mantinha conversas sobre negócios que buscavam exercer influência, especialmente junto ao Ministério da Saúde.
No material analisado pela PF, Lulinha é citado por Roberta Luchsinger como uma figura de elevada relevância e referência decisória nos projetos discutidos pelo grupo. Mesmo adotando uma postura de menor exposição, o empresário é apontado pela investigação como peça central nas tratativas.
As mensagens interceptadas também mostram a proximidade entre os sócios. Em diálogos analisados, Luchsinger reforça a união entre ela, Fábio e Fernando, descrevendo a relação entre os três como parte de uma mesma estrutura de negócios.
Minuta de contrato de R$ 626 milhões
Outro ponto central das investigações refere-se a uma minuta de contrato encontrada nos celulares de Roberta Luchsinger e de Antônio Carlos Camilo Antunes, investigados por suspeita de tráfico de influência. O documento previa a venda de R$ 626 milhões em medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.
A proposta envolvia a venda de 1,2 milhão de frascos de 36 tipos de remédios pela empresa World Cannabis, sem a realização de licitação. Segundo a polícia, a minuta foi enviada a Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente Lula, após ser discutida pela equipe de Antônio Carlos Camilo Antunes.
