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Trabalho

Ministério do Trabalho condena campanha de boicote a trabalhadores eleitores de Lula

Órgão registrou 530 denúncias de assédio eleitoral após o segundo turno das eleições, envolvendo ameaças de demissão e boicote.

Por Redação Diário Local

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) condenou, nesta quarta-feira (28), campanhas de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) e Flávio Bolsonaro (PL) que incentivam a demissão e o boicote a trabalhadores e empresários identificados como eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

As mobilizações surgiram após o resultado do segundo turno das eleições, ocorrido no domingo (25), no qual Lula foi reeleito para um quarto mandato com 51,75% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.

O movimento consiste em chamadas para a dispensa de empregados, recusa de contratação de profissionais e boicote a pequenos empreendedores e autônomos. Segundo o ministério, listas com nomes de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviço associados a eleitores do PT estão circulando em grupos de WhatsApp em diversas cidades.

Até o fim da tarde de terça-feira (27), o MTE contabilizou 530 denúncias de assédio eleitoral relacionadas ao período. O volume registrado representa 21% do total de denúncias dessa natureza recebidas pelo órgão ao longo de todo o ano de 2026.

O que diz o Ministério Público do Trabalho?

O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, afirmou que a escolha política do trabalhador não pode ser alvo de retaliação no emprego. Ele ressaltou que o empresário é dono do negócio, mas não do voto de seu empregado.

De acordo com o procurador, demitir colaboradores por convicção política é uma prática ilegal e será alvo de atuação do Ministério Público do Trabalho (MPT) perante a Justiça do Trabalho. A instituição declarou que acompanha os casos e agirá com firmeza na apuração.

Ameaças de demissão, dispensas efetivas e recusa de contratação motivadas pelo voto do trabalhador se enquadram na definição de assédio eleitoral investigada pelo órgão. O MPT tem monitorado o comportamento de retaliação desde o início do processo de votação.

Ao longo de todo o período eleitoral de 2026, o MPT acumulou 2.467 denúncias. Até o fim do primeiro turno, a instituição havia contabilizado 991 registros, ao passo que o segundo turno acrescentou outros 946 casos ao total acumulado.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.