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Justiça

Ministério Público pede condenação de Renato Cariani por tráfico e lavagem de dinheiro

Ministério Público de São Paulo sustenta que influenciador participou de esquema de desvio de insumos para produção de cocaína e crack.

Por Redação Diário Local

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou as alegações finais e pediu a condenação do influenciador Renato Cariani por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. O pedido de condenação faz parte de um processo que investiga o desvio de insumos químicos para a produção de entorpecentes.

Segundo a denúncia do MPSP, o empresário do ramo fitness teria participado de um esquema de desvio de produtos químicos que resultou na produção de toneladas de drogas, como crack e cocaína. O órgão sustenta que o grupo agiu de forma ilegal em diversas ocasiões.

A acusação afirma que, em pelo menos 60 vezes, os réus produziram, venderam e forneceram produtos químicos sem a devida autorização legal ou regulamentar. O volume total dos insumos destinados à preparação de drogas desviados ultrapassaria 12 toneladas.

O caso teve origem na Operação Hinsberg, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em dezembro de 2023. Na época da operação, o influenciador e outros empresários foram presos durante as investigações sobre o desvio de insumos da empresa Anidrol para o mercado ilícito.

Além do desvio de materiais para o narcotráfico, as investigações apontaram a existência de fraudes em registros fiscais. O processo cita como integrantes do esquema Renato Cariani e os empresários Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira.

Caso sejam condenados, os réus podem enfrentar penas que, somadas, variam entre 16 e 51 anos de prisão, além do pagamento de multas aplicadas pela Justiça.

Até o momento, o influenciador Renato Cariani responde ao processo em liberdade. A defesa do réu foi procurada para comentar o pedido de condenação, mas ainda não se manifestou sobre o caso.

O processo segue os trâmites judiciais para a análise das alegações apresentadas pelo Ministério Público. O espaço para manifestação da defesa será atualizado caso haja retorno oficial.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.