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Ministros do STF conversam e se abraçam após embate durante julgamento sobre caso Moraes-Vorcaro

Após discussões sobre condução de inquérito, Flávio Dino e Edson Fachin conversaram e riram durante saída do plenário nesta terça (15).

Por Redação Diário Local

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) conversaram e riram entre si no trajeto do plenário à sala de togas nesta terça-feira (15), após passarem por momentos de embate durante o julgamento de um caso sensível. O movimento ocorreu durante o intervalo da sessão, que analisa o relatório da Polícia Federal (PF) sobre o caso Moraes-Vorcaro.

Entre os episódios registrados durante a saída, o ministro Flávio Dino e o presidente do Tribunal, Edson Fachin, trocaram abraços após uma discussão envolvendo questões de ordem e a condução das investigações. Antes do intervalo, o clima no plenário foi marcado por reações de apoio ou irritação dos magistrados às falas transmitidas ao vivo.

Durante a sessão, os ministros demonstraram reações físicas ao longo do julgamento, como balançar a cabeça em sinal de apoio ou irritação. Em determinado momento de uma questão de ordem levantada pelo decano da Corte, os ministros André Mendonça e Luiz Fux balançaram a cabeça em sinal de negativa.

O que é o caso Moraes-Vorcaro?

O julgamento iniciado na manhã desta terça-feira (15) é inédito na história do STF. Os ministros analisam se a Polícia Federal poderá prosseguir com as apurações de um relatório que indica uma relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, investigado como líder de uma fraude ao Sistema Financeiro Nacional.

O caso teve início em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça tornou público um relatório que identifica uma interlocução entre Vorcaro e Moraes. O documento afirma que o investigado teria pedido interferência do magistrado nas investigações antes de sua prisão, ocorrida em 17 de novembro de 2025.

O relatório também aponta a existência de contratos milionários entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Sobre o procedimento da PF, a Procuradoria Geral da República (PGR) afirmou, em manifestação no dia 1º de setembro, que a investigação seria inválida por falta de pedido do Ministério Público para certas diligências.

Conflitos e investigações sobre André Mendonça

A atuação de Mendonça no inquérito é alvo de um pedido do ministro Alexandre de Moraes para que ele seja investigado por abuso de autoridade e improbidade administrativa. O procedimento, que corria originalmente no inquérito das fake news, teve a relatoria assumida por Edson Fachin.

O embate baseia-se em um relatório de inteligência da PF que indica que Mendonça teria direcionado as investigações do Banco Master contra Moraes. A disputa resultou em uma série de liminares sobre a chefia da corporação policial, mas, por decisão de Fachin, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, permanece no cargo até uma análise mais aprofundada.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.