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Segurança

Ministério da Justiça identifica 251 perfis que promovem apostas irregulares em redes sociais

Monitoramento da Senasp localizou contas no Instagram, Facebook e TikTok usadas para divulgar plataformas de apostas potencialmente ilegais.

Por Redação Diário Local

O Laboratório de Operações Cibernéticas da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) identificou 251 perfis em redes sociais que divulgam plataformas de apostas potencialmente ilegais. O monitoramento, realizado pela pasta vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, detectou 93 contas no Instagram e 158 no Facebook, além de expandir a análise para o TikTok.

As investigações apontam que as contas são utilizadas para atrair usuários por meio de publicações, vídeos e a atuação de influenciadores digitais. Nesses canais, são disponibilizados links que direcionam os internautas diretamente para sites e aplicativos de apostas.

A ação ocorre em um momento de expectativa por uma medida provisória contra as plataformas de apostas (as chamadas "bets"), que deve ser proposta pelo governo federal. O objetivo central do monitoramento é rastrear a origem e o controle dessas operações digitais.

Os investigadores trabalham agora para identificar os responsáveis pelas contas e descobrir quem controla as plataformas de apostas. O foco também está em localizar o destino final do dinheiro movimentado pelos apostadores nesses canais.

Como será feita a apuração?

Para avançar no rastreio, as autoridades realizarão uma análise individual de cada perfil identificado. O trabalho consiste em cruzar informações técnicas, como os endereços de sites divulgados e números de telefone vinculados às contas.

O cruzamento de dados também incluirá chaves Pix, meios de pagamento e a identificação de influenciadores envolvidos na promoção das plataformas. A ideia é verificar se os diferentes perfis pertencem a uma mesma estrutura ou se compartilham os mesmos operadores e beneficiários financeiros.

Possíveis vínculos com o crime organizado

Uma das frentes de investigação busca apurar se essas plataformas possuem conexões com organizações criminosas, tanto no Brasil quanto no exterior. As autoridades avaliam a possibilidade de que as operações estejam ligadas a crimes graves.

Entre as hipóteses que seguem sendo analisadas estão a prática de lavagem de dinheiro, contrabando e evasão de divisas. Até o momento, as autoridades tratam essas conexões apenas como linhas de investigação que ainda precisam de comprovação.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.