Ministério Público pede impugnação da candidatura de Gladson Cameli ao Senado pelo Acre
Procuradoria Regional Eleitoral argumenta que condenação criminal imposta pelo STJ impede registro do ex-governador para o Senado.
Por Redação Diário Local
A Procuradoria Regional Eleitoral no Acre pediu, nesta quinta-feira (13), o indeferimento do registro de candidatura do ex-governador Gladson Cameli (PP) ao Senado para as eleições de 2026. O Ministério Público Eleitoral sustenta que a condenação criminal imposta a Cameli pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) impede sua participação no pleito.
A ação de impugnação argumenta que a condenação permanece válida e que não houve decisão judicial que suspendesse a inelegibilidade do político. O procurador regional eleitoral Vitor Hugo Caldeira Teodoro afirmou que o ex-governador foi condenado por um órgão judicial colegiado por crimes previstos na legislação eleitoral.
Cameli foi condenado pelo STJ a 25 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado. A sentença também impôs o pagamento de R$ 11,78 milhões por danos materiais, além de 600 dias-multa.
O julgamento realizado pela Corte Especial também determinou a perda do cargo público de governador do Acre. Os crimes que fundamentaram a decisão foram peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e organização criminosa.
A Procuradoria citou um relatório do sistema Ficha Suja, emitido na quarta-feira (12), para reforçar o pedido. O documento aponta a condenação de Cameli na ação penal julgada pelo STJ em 6 de maio e relaciona o caso à sua intenção de concorrer ao Senado pelo Progressistas.
Na petição, o procurador Vitor Hugo Caldeira Teodoro sustenta que a condenação colegiada é suficiente para impedir o registro da candidatura. Segundo a Procuradoria, o ex-governador não pode obter o registro para disputar a vaga de senador da República no próximo pleito.
O pedido encaminhado à Justiça Eleitoral busca o reconhecimento formal da inelegibilidade de Cameli. Ao final, a Procuradoria solicita que o registro de candidatura seja indeferido.
A movimentação ocorre no contexto das definições para as eleições de 2026, onde a situação jurídica de figuras políticas de destaque tem sido objeto de análise pelos órgãos de controle eleitoral.
