Simone Tebet fica em terceiro lugar na disputa pelo Senado em São Paulo e soma 8 milhões de votos
Ex-ministra obteve mais de 8 milhões de votos em São Paulo, mas não garantiu vaga na disputa que elegeu dois nomes.
Por Redação Diário Local
A candidata Simone Tebet terminou em terceiro lugar na disputa pelas vagas para o Senado em São Paulo, após registrar mais de 8 milhões de votos. Os dois assentos disponíveis na unidade federativa foram conquistados por Guilherme Derrite e André do Prado.
Ao realizar um balanço do pleito neste domingo (4), a ex-ministra afirmou que se posiciona como uma pessoa de centro. Ela destacou que, apesar de disputar ao lado da chapa do presidente Lula, possui divergências de pensamento em relação ao atual governante.
Tebet, que migrou do MDB para o PSB para concorrer em São Paulo, obteve uma votação significativamente superior à registrada na eleição presidencial de 2022 no mesmo estado. Naquela ocasião, ela somou 1,626 milhão de votos em território paulista.
O que muda na trajetória política?
A participação na eleição de São Paulo representou uma ruptura com a base política de Mato Grosso do Sul. Simone transferiu seu domicílio eleitoral para a capital paulista, enquanto seu marido, Eduardo Rocha, disputou uma vaga para deputado estadual pelo MDB em Mato Grosso do Sul e não foi eleito.
A estratégia da campanha buscou atrair setores do agronegócio e eleitores que não se identificam plenamente com o lulismo. A candidata utilizou sua experiência anterior como senadora, ministra e prefeita de Três Lagoas para tentar mitigar a imagem de "forasteira" no estado.
Mesmo sem o mandato, o volume de votos é visto como um possível fortalecimento de sua densidade política para o debate nacional em futuros pleitos.
Qual o cenário para o futuro?
Simone classificou a votação como uma "eleição atípica" e "nacionalizada", apontando um sentimento de cansaço do eleitorado em relação à polarização política. Ela afirmou estar otimista com o cenário resultante, apesar de não ter sido eleita.
A ex-senadora ressaltou sua defesa de pautas ligadas aos direitos humanos e à redução da desigualdade social. O desempenho em São Paulo consolida sua presença no cenário político nacional, abrindo margem para futuras movimentações, como uma possível participação no governo em 2030.
