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Mato Grosso do Sul

MTST lança atuação em Mato Grosso do Sul com foco em moradia e regularização

Lançamento do movimento em Campo Grande reuniu moradores e coordenadores para discutir demandas de regularização fundiária.

Por Redação Diário Local

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) lançou oficialmente sua organização em Mato Grosso do Sul na noite desta quinta-feira (17), em Campo Grande. O grupo pretende atuar em pautas de moradia, regularização fundiária e acesso a serviços básicos no estado por meio de uma nova estrutura local.

O lançamento ocorreu durante um encontro que reuniu moradores de comunidades e coordenadores do movimento. Entre os presentes estava o coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos, que destacou a expansão da organização para o território sul-matogrossense.

A chegada do grupo ao estado ocorre em um cenário de demandas por infraestrutura em ocupações consolidadas. Moradores de comunidades da capital participaram do evento para apresentar as dificuldades enfrentadas por famílias que aguardam a regularização de suas áreas.

Demandas de comunidades e infraestrutura

Um dos casos relatados durante o evento foi o da comunidade Lolita, situada entre o Indubrasil e o Polo Industrial. Formada em 2014, a área ainda abriga cerca de 60 famílias que buscam reconhecimento oficial e acesso a serviços essenciais.

Moradores da localidade afirmam que, embora algumas barracas tenham sido substituídas por casas de alvenaria, a falta de água e energia elétrica persiste. A necessidade de uma solução habitacional ou da regularização do terreno é a principal reivindicação dos residentes.

O coordenador nacional do movimento, Clayton Veloso, afirmou que já foram identificadas comunidades em Campo Grande com risco de despejo ou que necessitam de regularização fundiária. Ele ressaltou que o grupo busca entender os motivos de remoções para orientar as famílias.

Foco na atuação urbana e rural

Em Mato Grosso do Sul, o MTST será coordenado por Abílio Cesar Borges, que afirmou que o foco inicial será concentrado em questões urbanas. A organização pretende mobilizar a busca pelo direito constitucional à moradia em áreas de ocupação.

O movimento também registrou a participação de moradores de áreas rurais. Representantes de assentamentos localizados às margens da MS-080, na saída para Rochedo, participaram do encontro para discutir a importância da união coletiva na conquista de direitos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.