Augusto Cury propõe mandato de oito anos no STF e regime semipresidencialista
Plano de governo do candidato inclui semipresidencialismo, criação de Ministério do Empreendedorismo e foco em educação integral
Por Redação Diário Local
O candidato à Presidência, Augusto Cury (Avante), apresentou seu programa de governo detalhando propostas que incluem a mudança do Brasil para o regime semipresidencialista e o estabelecimento de mandatos de oito anos para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O documento, que possui cerca de 200 páginas e está disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estruturou as metas em 18 projetos e 20 teses. Além das reformas institucionais, o plano contempla áreas como economia, educação, saúde e segurança pública.
Reformas políticas e diplomacia
No campo das relações internacionais, o programa prevê uma reestruturação das embaixadas brasileiras para focar em inteligência comercial e diplomacia econômica. A proposta sugere o deslocamento de diplomatas da Europa e dos Estados Unidos para fortalecer a atuação em mercados como o Oriente Médio, China e Índia.
O projeto também menciona a criação de um Plano de Combate Mundial da Fome, que buscaria mobilizar entre US$ 177 bilhões e US$ 342 bilhões anuais por meio de um fundo internacional financiado pela indústria de armas e pelo comércio global.
Economia e empreendedorismo
Para o setor econômico, Cury propõe a criação do Ministério do Empreendedorismo e da Economia Distribuída. O plano prevê o estabelecimento do Banco do Empreendedor, que ofereceria linhas de crédito de até R$ 20 mil com juros reduzidos, incluindo incentivos para beneficiários do Bolsa Família.
No setor habitacional, o texto projeta a regularização jurídica de até 5 milhões de moradias em favelas no período de dez anos. O projeto visa realizar a regularização sem a expulsão dos atuais ocupantes, associando a medida ao programa Comunidade 4.0 para melhorias urbanas.
Educação e inclusão social
A educação em tempo integral é apontada no programa como uma prioridade estratégica. A proposta foca na criação de ambientes escolares com atividades de artes, esportes e convivência, além de estruturar o ensino médio com formação acadêmica e profissionalizante.
No eixo voltado à neurodiversidade, o plano prevê uma política de Estado para o acolhimento de pessoas com autismo, TDAH, dislexia e altas habilidades. Entre as medidas estão a elaboração de um Plano de Inclusão por unidade escolar e a criação de um Mapa Nacional da Neurodiversidade.
Agricultura e segurança pública
O projeto "Brasil Oásis" pretende transformar o semiárido em uma fronteira agrícola através de tecnologias de irrigação de precisão, com o objetivo de duplicar a produção de alimentos e aumentar em dez vezes as exportações de frutas em uma década.
Já na segurança pública, o programa Segurança 4.0 propõe a unificação das ações entre as polícias estadual e federal. A estratégia inclui a criação da Força de Combate Municipal (Foco) e o uso de monitoramento inteligente de fronteiras e botões de emergência para proteção escolar.
