Nikolas Ferreira pede engajamento após TSE obrigar redes sociais a enviarem relatórios de alcance
Deputado teme redução no alcance de suas redes após o Tribunal Superior Eleitoral determinar relatórios de distribuição de conteúdo
Por Redação Diário Local
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu, neste sábado (24), que seus seguidores curtam e compartilhem suas publicações nas redes sociais. O pedido ocorre após uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que obriga as plataformas Meta e X a enviarem relatórios periódicos sobre o alcance de conteúdos de Nikolas e de Pablo Marçal.
Em vídeo publicado em seu perfil no Instagram, o congressista afirmou acreditar que a Meta poderá reduzir a distribuição de suas publicações nas redes. “Eu peço para você não somente curtir, mas compartilhar, botar nos stories, porque, no fim das contas, quem dá o meu engajamento não é a Meta, são vocês”, declarou o parlamentar.
O deputado também mencionou os atos de campanha de Flávio Bolsonaro e afirmou que as manifestações de rua não seriam limitadas. Neste sábado (24), Nikolas participou de manifestações em Belo Horizonte (MG) durante a manhã e no Rio de Janeiro (RJ) no período da tarde.
O que determinou o TSE?
Na sexta-feira (23), o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou que as empresas Meta e X entreguem relatórios a cada 6 horas sobre a distribuição de novas publicações de Nikolas e de Marçal. A ordem é válida para a véspera e para o dia do 2º turno, que ocorre neste domingo (25).
As plataformas poderão ser multadas em R$ 500 mil por infrações comprovadas. A decisão atende parcialmente a um pedido da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que alegou favorecimento na distribuição de conteúdos para a candidatura de Flávio Bolsonaro.
Apesar do pedido da coligação, o ministro Cueva pontuou que os dados disponíveis até o momento não comprovam a ocorrência de favorecimento irregular pelos algoritmos das redes sociais.
Regras de recomendação e multas
A ordem judicial estabelece que a Meta deve deixar de recomendar automaticamente as publicações de Nikolas e Marçal que mencionem candidatos, partidos ou a eleição para pessoas que não os sigam. Os seguidores das contas continuam podendo acessar os conteúdos normalmente.
Além disso, as plataformas estão proibidas de realizar intervenções para ampliar artificialmente o alcance dos perfis. A decisão também rejeitou a exclusão integral de ambos os perfis dos mecanismos de recomendação das redes.
Nikolas e Marçal também ficam sujeitos a uma multa de R$ 100 mil por cada publicação eleitoral que viole regras sobre desinformação, manipulação de imagens ou uso de inteligência artificial. A aplicação da penalidade depende de verificação judicial para cada conteúdo específico.
