Pablo Marçal diz que pode desistir de candidatura à Presidência se não houver segurança jurídica
Ex-coach afirma que pedirá votos nulo caso seu nome apareça nas urnas em situação de sub júdice para evitar ajudar Lula
Por Redação Diário Local
O ex-coach Pablo Marçal (PRTB) afirmou que pode desistir de sua candidatura à Presidência da República em 2026 caso não tenha garantia jurídica de que sua participação será deferida. A declaração busca evitar que sua presença nas urnas ajude o presidente Lula a vencer o pleito já no primeiro turno, devido ao impacto de uma possível anulação de votos.
Marçal declarou que, se o seu nome for incluído nas urnas eletrônicas enquanto sua candidatura ainda estiver sob análise judicial (sub júdice), ele fará um anúncio público de desistência. Nessa hipótese, o ex-coach também pediria diretamente aos eleitores que não votem nele.
A estratégia do político visa mitigar os riscos matemáticos de uma candidatura que possa ser derrubada posteriormente. Caso o nome de Marçal conste nas urnas, analistas preveem que ele poderia retirar votos de Flávio Bolsonaro (PL) em vez de beneficiar diretamente o atual presidente.
O risco para o cenário eleitoral reside na aplicação da Lei da Ficha Limpa. Se a candidatura de Marçal for impugnada após o pleito, todos os votos direcionados a ele serão anulados, o que altera o cálculo do resultado final.
Com a anulação desses votos, o universo de votos válidos na eleição é reduzido. Na prática, isso diminui a quantidade de votos absolutos necessária para que um candidato ultrapasse a marca de 50% e seja eleito no primeiro turno.
O desfecho desse cenário depende, portanto, menos do desempenho de Marçal nas pesquisas de intenção de voto e mais do cumprimento do calendário da Justiça Eleitoral para o julgamento dos registros.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possui até o dia 14 de setembro para concluir a análise das candidaturas, mesma data prevista para o lacre das urnas eletrônicas. No entanto, o processo de análise ainda pode passar por diversas etapas e recursos.
A decisão final sobre a regularidade de cada candidato pode ser prolongada por meio de subterfúgios e recursos judiciais, o que pode manter o nome de Marçal nas urnas mesmo diante de uma tendência de indeferimento posterior.
