Patrus Ananias propõe discutir reestatização da Copasa se for eleito governador
Candidato ao governo de Minas Gerais afirmou que retomar o controle estatal da companhia será um processo longo devido a questões jurídicas e econômicas.
Por Redação Diário Local
O deputado federal Patrus Ananias (PT), candidato ao governo de Minas Gerais, afirmou que pretende abrir discussões para a reestatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) caso seja eleito. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (21), durante comício em Belo Horizonte, acompanhado pelo presidente Lula.
O candidato alertou que a retomada do controle estatal da companhia de saneamento não ocorrerá de forma imediata. Segundo Patrus, o processo pode levar anos para ser concluído devido a questões econômicas e jurídicas envolvidas no processo de desestatização.
A Copasa foi privatizada durante a gestão de Romeu Zema (Novo), após receber aprovação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) no final do ano passado. O processo de venda da empresa foi concluído em junho, quando a companhia foi arrematada por R$ 8,3 bilhões na Bolsa de Valores de São Paulo.
Durante o evento, Patrus Ananias também comentou o cenário fiscal que poderá enfrentar ao assumir o governo estadual. O candidato mencionou que o estado poderá herdar uma dívida superior a R$ 200 bilhões, o que exigirá cautela nos investimentos.
O candidato afirmou que, diante do endividamento, o governo precisará priorizar áreas essenciais. Entre as prioridades citadas por Patrus estão a educação, a saúde, a cultura e a recuperação de estradas no estado.
Defesa da manutenção da Cemig
Além da discussão sobre o saneamento, Patrus Ananias também se posicionou sobre a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais). O candidato garantiu que pretende assegurar que a empresa de energia continue sob controle do Estado em um eventual mandato.
A manutenção da estatal de energia foi tema de debate político recente em Minas Gerais. O atual governador, Romeu Zema, também tentou realizar a venda da companhia, mas a iniciativa foi barrada pela Assembleia Legislativa (ALMG).
A proposta de reestatização da Copasa e a manutenção da Cemig integram o conjunto de promessas de Patrus para o pleito de 2026. O candidato ressaltou que o retorno da Copasa para o controle do estado é um processo que demanda planejamento de longo prazo.
