Pesquisa mostra Lula com vantagem sobre Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno presidencial
Levantamento da AtlasIntel aponta Lula com 46,3% das intenções de voto contra 36,6% de Flávio Bolsonaro no cenário presidencial.
Por Diário Local
O atual presidente Lula apresenta avanço nas intenções de voto para a disputa presidencial, apontando para uma possível vitória no primeiro ou no segundo turno. Segundo dados da pesquisa AtlasIntel, Lula venceria Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno com 46,3% dos votos contra 36,6% do adversário.
O levantamento também revela cenários distintos caso a composição das candidaturas seja alterada. Se Michelle Bolsonaro substituísse Flávio na disputa, o presidente venceria no primeiro turno com 47,1% contra 19,3% de Michelle, ou no segundo turno com 48,7% contra 38,9%.
No cenário atual de intenção de voto, Lula lidera com 48,6%. Em seguida, aparecem o ex-presidente Jair Bolsonaro, com 45,2%, e Michelle Bolsonaro, com 43,2% das preferências dos entrevistados.
A análise dos dados indica que as chances para candidatos que se apresentam como alternativas aos dois blocos principais são consideradas remotas. O cenário sugere uma polarização entre as figuras centrais da política nacional.
Índices de rejeição
No que diz respeito à rejeição, Flávio Bolsonaro apresenta um índice de 53%. Ele aparece como o segundo nome mais rejeitado do levantamento, sendo superado apenas por Aécio Neves (PSDB), que registra 54% de rejeição.
A manutenção de Flávio Bolsonaro como candidato da direita é vista como uma estratégia para garantir a fidelidade de sua base política. O cenário aponta que o clã Bolsonaro prefere manter a candidatura do filho em vez de arriscar o protagonismo com Michelle Bolsonaro.
Para que Michelle Bolsonaro disputasse a Presidência, seria necessária uma troca de candidaturas no Partido Liberal (PL). No entanto, a análise sugere que essa movimentação é vista como improvável dentro da atual dinâmica familiar e partidária.
Caso Michelle fosse candidata, ela ainda teria o desafio de integrar a campanha de Flávio, o que exigiria o apoio à proposta de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. A estrutura política atual desenha uma trajetória de disputa entre os grupos liderados por Lula e pelos Bolsonaro.
