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Investigação

Polícia Federal indicia empresário e mais 24 pessoas por desvio de emendas parlamentares na Bahia

Esquema investigado pela Polícia Federal aponta movimentação de R$ 1,4 bilhão em contratos fraudulentos e obras superfaturadas.

Por Redação Diário Local

A Polícia Federal (PF) indiciou o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e outros 24 investigados no âmbito da Operação Overclean. A investigação apura um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares e fraudes em licitações que teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão em contratos fraudulentos e obras superfaturadas.

Entre os indiciados estão Lucas Maciel Lobão Vieira e Rafael Guimarães de Carvalho, que atuaram como ex-coordenadores estaduais do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS) na Bahia. Ao todo, 25 pessoas foram indiciadas pelos crimes de corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato.

A Operação Overclean teve sua primeira fase deflagrada em 10 de dezembro de 2024 (terça-feira). Na ocasião, a Polícia Federal investigou o direcionamento de verbas públicas, provenientes de emendas parlamentares e convênios, para empresas e pessoas ligadas a prefeituras do estado da Bahia.

De acordo com a corporação, o esquema teria atingido diretamente o DNOCS, com foco principal na sua Coordenadoria Estadual na Bahia. José Marcos de Moura é conhecido pelo apelido de “Rei do Lixo” devido à sua atuação em contratos de limpeza urbana em diversos municípios baianos.

Durante a etapa inicial da operação, o empresário chegou a ser preso preventivamente junto com outros 16 investigados. No entanto, ele foi solto posteriormente por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), ainda no mesmo período da primeira fase.

Investigação de parlamentares

A Operação Overclean também monitora a atuação de parlamentares no contexto das investigações. A Polícia Federal apura a participação dos deputados Félix Mendonça Jr. (PDT-BA), Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Vicentinho Júnior (PSDB-TO) e Dal Barreto (União Brasil-BA).

O montante estimado de R$ 1,4 bilhão refere-se ao volume de recursos movimentados por meio de contratos que apresentavam indícios de irregularidades. O foco da PF é mapear como os valores foram desviados para beneficiar o grupo criminoso.

As investigações seguem em curso para detalhar a extensão dos desvios e a relação entre os agentes públicos e os empresários envolvidos nos processos licitatórios da região.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.