PF mira Cláudio Castro e ex-secretário em investigação sobre licenças ambientais da Refit
Operação cumpre mandados de busca e apreensão para apurar suposta fraude em licenças e favorecimento de empresários no Rio.
Por Redação Diário Local
A Polícia Federal realizou uma operação nesta sexta-feira (14) com o objetivo de apurar possíveis fraudes na concessão de licenças ambientais para a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. A investigação foca em relações entre o governo de Cláudio Castro e o grupo empresarial, envolvendo a suspeita de favorecimento em contratos e irregularidades no licenciamento.
Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em endereços de oito investigados. Entre os alvos da operação estão o ex-governador Cláudio Castro e o ex-secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.
O que a investigação apura sobre o licenciamento?
De acordo com a Polícia Federal, a investigação busca entender como foram concedidas as licenças ambientais para a Refit. A corporação apurou, por meio da análise de dispositivos eletrônicos, que o papel direto no processo de licenciamento era desempenhado por Bernardo Rossi e pelo então presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Renato Jordão Bussiere.
Embora a PF tenha concluído que Castro não atuava diretamente no processo de licenciamento, os investigadores apontam que o ex-governador mantinha uma relação próxima com o grupo empresarial e teria criado um ambiente favorável aos interesses da Refit.
A licença da empresa foi concedida em 24 de maio de 2024, após mudanças na gestão ambiental do estado. A investigação observa que o processo de licenciamento da refinaria passou por mudanças de gestão que coincidiram com a necessidade da empresa de regularizar o uso de seu pátio de estoque e refino.
Imóveis e alvos da operação
A operação também mirou endereços ligados a empresários que possuíam vínculos com o ex-governador. Os agentes cumpriram mandados em uma residência em Petrópolis, na Região Serrana, que era frequentada por Castro, e na casa de Luiz Fernando Gomes, cujas empresas mantiveram contratos com o governo do estado.
Outro alvo foi José Mauro Farias Junior, ex-secretário estadual de Transformação Digital, em um endereço na Barra da Tijuca, onde Cláudio Castro reside atualmente. A defesa do ex-governador informou que ele ocupa o imóvel mediante pagamento de aluguel.
Durante a ação, a Polícia Federal apreendeu três veículos de luxo: uma BMW X6, uma Mercedes-Benz GLC 220 e uma Kia Carnival. Outros investigados citados nos mandados são Mauricio Leite e Ana Carolina Miranda, sócios da empresa 7 Pilares.
