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Investigação

Justiça prorroga prisão de vereador de São Paulo investigado por elo com o PCC

Tribunal de Justiça de São Paulo estendeu por 30 dias a detenção de Senival Moura, investigado em esquema de lavagem de dinheiro no transporte público.

Por Redação Diário Local

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) prorrogou, nesta sexta-feira (25), por mais 30 dias a prisão temporária do vereador de São Paulo Senival Moura (PT). O parlamentar é investigado pela Polícia Federal por suposta lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio da empresa de ônibus Transunião.

A decisão foi tomada a pedido da Polícia Federal e contou com parecer favorável do Ministério Público. O juiz Nelson Augusto Bernardes de Souza afirmou que a medida é necessária para preservar o andamento das investigações, que ainda possuem diligências essenciais em curso.

Senival Moura foi detido durante a Operação Última Parada, que apura a infiltração do crime organizado no transporte público da capital paulista. Segundo a Polícia Federal, o vereador exerceria o controle financeiro da Transunião, mesmo sem integrar formalmente o quadro de sócios da empresa de transporte.

De acordo com as investigações, a empresa de ônibus era utilizada como instrumento para a lavagem de dinheiro da facção criminosa. A operação em questão cumpriu cinco mandados de prisão temporária e 103 de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 194 milhões em bens como parte da ofensiva. A medida envolveu a apreensão de 117 ônibus, 21 imóveis e três embarcações, além do afastamento da cúpula da Transunião, que teve sua administração transferida para a São Paulo Transporte (SPTrans).

Após a detenção, o vereador negou a existência de qualquer irregularidade. Poucos dias depois, o parlamentar solicitou o afastamento de seu partido, o Partido dos Trabalhadores (PT), para concentrar os esforços em sua defesa jurídica e evitar desgastes à legenda.

A investigação aponta que o controle financeiro da empresa por parte do vereador era um dos pontos centrais para o fluxo de recursos ilícitos. A Polícia Federal segue com as buscas para identificar outros possíveis envolvidos no esquema de infiltração no serviço público.

O caso segue sob sigilo para não comprometer as próximas etapas das diligências. A defesa do parlamentar não apresentou respostas até o fechamento desta atualização.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.