PT busca apoio de partidos do Centrão para reeleição de Lula no primeiro turno
Presidente do PT, Edinho Silva, afirma que iniciará diálogos com partidos do grupo para garantir apoio no primeiro turno.
Por Redação Diário Local
O Partido dos Trabalhadores (PT) pretende buscar o apoio eleitoral de legendas integrantes do Centrão ainda no primeiro turno da eleição presidencial. O objetivo é garantir suporte à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo após partidos importantes do grupo terem anunciado neutralidade.
O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira (17) que o partido iniciará o diálogo com representantes dessas forças a partir de hoje. A movimentação ocorre logo após o início oficial do período de campanha, que começou nesta domingo (16).
Segundo Edinho Silva, a estratégia é estabelecer conversas com o chamado campo democrático brasileiro. O dirigente ressaltou que o partido empenhará esforços para dialogar com as lideranças das legendas em busca de alianças para a disputa.
Até o momento, as siglas Progressistas, União Brasil e Republicanos optaram pela neutralidade em relação ao apoio para a candidatura à Presidência da República. Com essa decisão, esses partidos não indicaram suporte direto para nenhum candidato no primeiro turno.
O PSD apresenta um cenário diferente no cenário político. A legenda possui candidatura própria, com Ronaldo Caiado, mas mantém apoio a Lula e a candidatos alinhados ao petista em estados como a Bahia e o Rio de Janeiro.
Ao ser questionado sobre as chances de os partidos alterarem o posicionamento de neutralidade, o presidente do PT defendeu que o diálogo é o caminho possível. "Não tem jogo ganho sem ser jogado", declarou o dirigente durante coletiva.
As negociações ocorrem em um momento de intensificação das atividades partidárias, visto que o período eleitoral foi formalizado recentemente. O foco do PT é ampliar a base de apoio para a tentativa de reeleição de Lula.
O movimento busca reverter o isolamento das principais legendas do bloco que atualmente não sinalizam apoio formal. O partido pretende utilizar o diálogo para buscar convergências de interesses com as forças políticas do país.
