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Pesquisas

Quaest detalha novos métodos para pesquisas eleitorais de 2026

Empresa passará a incluir perfil ideológico e probabilidade de comparecimento às urnas no desenho amostral.

Por Redação Diário Local

A Quaest detalhou as atualizações metodológicas que serão implementadas nas pesquisas eleitorais para o pleito de 2026. O objetivo é aumentar a precisão dos dados ao incorporar o perfil político e a probabilidade de comparecimento do eleitorado diretamente no planejamento da amostra.

A empresa informou que o sorteio dos 120 municípios onde ocorrerão as entrevistas será baseado em um mapeamento das preferências eleitorais brasileiras dos últimos oito anos. Para isso, é utilizado um algoritmo de clusterização espacial que agrupa locais com características políticas e sociais semelhantes, garantindo a representação de diferentes segmentos na amostra.

A nova estratégia busca garantir que a dispersão territorial das entrevistas dentro de cada cidade respeite as diferentes preferências políticas observadas no período. A dimensão política passa a ser incorporada de forma explícita ao desenho da amostra, e não apenas analisada após a coleta de dados.

Como será feito o cálculo de votos válidos?

Para evitar a superestimativa de candidatos, a Quaest utilizará novamente o método conhecido como 'likely voter model'. A técnica calibra a intenção de voto por meio de um peso que considera a probabilidade de o perfil do entrevistado efetivamente comparecer às urnas.

A medida atende ao padrão observado pela empresa de que a abstenção não ocorre de forma aleatória. Segundo estudos da Quaest, a tendência de não comparecimento é maior entre eleitores com 60 anos ou mais e também entre pessoas com menor escolaridade e renda.

A importância do cálculo considera que a alienação eleitoral é significativa. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, no primeiro turno de 2022, a soma de abstenções, votos brancos e nulos chegou a aproximadamente 24,4% do eleitorado.

Qual o impacto dos indecisos e do voto estratégico?

A metodologia de 2026 também dará atenção ao comportamento de parte do eleitorado que define a escolha na última etapa do processo. Em pesquisa recente da empresa, identificou-se que 15% dos eleitores aptos a votar decidem o candidato para presidente na última semana (9%) ou no próprio dia da eleição (6%).

A Quaest aponta dois movimentos que podem alterar resultados: o voto estratégico, quando o eleitor migra para um candidato mais competitivo ao perceber que seu preferido não tem chances de vencer, e o alinhamento dos indecisos, que concluem sua decisão nos dias finais do pleito.

A estratégia para o próximo ciclo será monitorar esses segmentos com maior potencial de realinhamento, buscando identificar quem ainda pode mudar de preferência. A empresa ressalta que a pesquisa busca oferecer uma fotografia das intenções de voto, mas não tem como prever o futuro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.