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Supremo Tribunal Federal

Relatório da PF indica que Toffoli seria proprietário de fundo que recebeu R$ 35 milhões de banqueiro

Investigação aponta que fundo de investimento de Daniel Vorcaro teria sido transferido para beneficiar ministro do STF

Por Redação Diário Local

Um relatório da Polícia Federal (PF), elaborado em fevereiro de 2026, aponta que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, seria o proprietário de fato do fundo de investimento Arleen. O documento indica que o fundo teria recebido R$ 35 milhões de Daniel Vorcaro.

Segundo a investigação, o fundo Arleen pertencia originalmente a Vorcaro e detinha parte dos ativos do resort Tayayá, empreendimento ligado à família do ministro. A Polícia Federal trabalha com a hipótese de que a estrutura foi montada para beneficiar o magistrado.

Conforme detalhado no relatório, o fundo foi transferido para um empresário amigo de Toffoli em uma operação de movimentação de ativos. Além disso, parte dos recursos do Arleen foi transferida para uma conta localizada nas Ilhas Virgens Britânicas.

Mensagens interceptadas pelos investigadores sugerem que Vorcaro tratava os depósitos destinados ao fundo como uma prioridade. Em um dos registros, o banqueiro chegou a relatar ao cunhado, Fabiano Zettel, que um atraso em uma transferência o havia deixado em uma "situação ruim".

O documento aponta ainda que Vorcaro entrou em contato diretamente com Toffoli para prestar esclarecimentos sobre os fluxos financeiros. O relatório é o mesmo que fundamentou indícios sobre uma possível mudança de posicionamento do ministro em processos específicos.

Suspeita de influência em voto

A Polícia Federal solicitou um aprofundamento analítico para verificar se Vorcaro teria influenciado Toffoli a reescrever seu voto em um caso sobre precatórios de uma usina do setor sucroalcooleiro. A suspeita de interferência no julgamento é um dos pontos centrais do documento.

O foco da investigação recai sobre o impacto financeiro da decisão, uma vez que o Banco Master possui, em seu balanço, mais de R$ 10 bilhões em precatórios do setor sucroalcooleiro. A PF busca entender se houve nexo entre os repasses e a alteração do entendimento jurídico.

Reunião no STF e redistribuição do caso

O relatório da PF foi o tema principal de uma reunião sigilosa entre ministros do Supremo, que resultou no afastamento de Toffoli da relatoria do caso do Banco Master. Durante o encontro, o documento foi alvo de reações divergentes entre os membros da Corte.

Na ocasião, o ministro Flávio Dino chegou a classificar o relatório da Polícia Federal como "lixo jurídico". Apesar das críticas, o encontro serviu para organizar a redistribuição do processo, que passou para as mãos do ministro André Mendonça.

A mudança de relatoria ocorreu após uma articulação do presidente do STF, Flávio Fachin. O objetivo da movimentação era fazer com que o próprio Toffoli solicitasse o seu afastamento da condução do caso específico do Banco Master.

Ao final da reunião, os ministros também chegaram a um acordo para publicar uma nota de apoio ao ministro Details Toffoli. A decisão de redistribuir a relatoria buscou encerrar a controvérsia sobre a condução do processo no tribunal.

Desde que o caso passou para o controle de André Mendonça, o relatório da Polícia Federal permanece engavetado. Mendonça era favorável à manutenção de Toffoli na relatoria original da matéria.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.