Renan Santos diz que eleitorado vai eleger '300 parasitas e vagabundos' e critica decisões do STF
Candidato à Presidência afirma que precisará negociar com o Centrão para governar e diz que não cumprirá decisões monocráticas do STF que considere ilegais
Por Redação Diário Local
O candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, Renan Santos, afirmou, nesta quarta-feira (5), que o eleitorado brasileiro deve eleger pelo menos 300 políticos que ele classificou como "parasitas e vagabundos". O presidenciável declarou que, caso seja eleito, precisará negociar com parlamentares do chamado Centrão para governar, mas garantiu que não realizará negociações que considere "não republicanas".
Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos comentou sobre a necessidade de composição política mesmo após ter utilizado termos pejorativos para se referir a membros do Congresso Nacional. Ele argumentou que, como democrata, deverá compor com o Legislativo, mas ressaltou a importância de focar em projetos e debates, apesar das diferenças e ataques entre os envolvidos.
O candidato também tratou de sua postura em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Renan Santos declarou que não cumprirá decisões monocráticas — aquelas tomadas por apenas um ministro — caso as considere ilegais ou entendendo que extrapolam a competência da Corte.
Segundo o presidenciável, diante de uma decisão que considere irregular, o caminho seria acionar órgãos como a Defensoria Pública para questionar o ato perante o próprio Supremo. Ele afirmou que há momentos de críticas aos membros do Congresso, mas que a democracia serve para tratar as divergências na mesa de negociações.
Defesa de Renan Santos sobre acusação de estupro
Durante a entrevista, o candidato também se defendeu de uma acusação de estupro registrada contra ele em 2021. Renan negou a prática do crime e afirmou que a denúncia era falsa, alegando que a motivação teria partido de pressões de familiares da mulher que o denunciou.
O presidenciável explicou que a denúncia teria ocorrido durante o período da pandemia e que a suposta vítima teria sido convencida pela família a fazer a acusação. De acordo com informações do Ministério Público de São Paulo (MPSP), Renan foi absolvido da acusação mencionada.
Além disso, o candidato comentou sobre uma repercussão de uma piada feita em 2017 sobre o tema. Renan afirmou que o comentário foi tirado de contexto e que se tratava de uma brincadeira em um ambiente de festa, alegando que não sabia que estava sendo filmado no momento.
