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Renan Santos menciona leitura de filósofo Mark Fisher em entrevista sobre capitalismo e tecnologia

Candidato ao governo pelo partido Missão comentou a obra de Fisher e expressou preocupação com o avanço da inteligência artificial

Por Redação Diário Local

O candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, afirmou neste sábado (3) que lê a obra do teórico cultural britânico Mark Fisher. A declaração ocorreu durante entrevista ao podcast “Iron Talks”, em que o candidato discutiu o impacto do sistema econômico sobre os hábitos e as relações sociais.

Ao tratar do aceleracionismo — corrente de pensamento que analisa a intensificação das transformações tecnológicas e econômicas do capitalismo —, Renan Santos classificou Fisher como um "grande autor". O filósofo britânico, que faleceu em 2017, ficou conhecido por críticas ao modelo capitalista e pelo conceito de "realismo capitalista".

Durante a conversa, o candidato também citou o filósofo Nick Land, associado a uma vertente de direita do aceleracionismo, além dos franceses Gilles Deleuze e Félix Guattari, como referências para compreender as mudanças sociais produzidas pelo capitalismo.

O conceito de realismo capitalista

Mark Fisher foi professor na Universidade de Londres e ganhou projeção por relacionar política, cultura e teoria crítica. Seu livro mais conhecido, publicado em 2009, aborda a percepção de que o capitalismo se tornou o único sistema econômico e político possível, restringindo a capacidade de imaginar alternativas.

Renan Santos afirmou concordar com a visão de que o capitalismo molda as relações humanas. Segundo o candidato, o sistema impacta desde a cultura até dinâmicas cotidianas, como o convívio familiar.

O candidato também expressou preocupação com os rumos do avanço tecnológico. "O capitalismo vai nos levar para a IA (inteligência artificial) e para substituição dos humanos", afirmou Renan Santos.

Comparação com o PT

Ainda na entrevista, Renan Santos comparou o processo de fundação do partido Missão, do qual é presidente, ao surgimento do Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo ele, ambos os projetos foram protagonizados por jovens que buscavam se consolidar como alternativas às forças políticas de então.

Embora tenha ressaltado que discorda fundamentalmente das ideias defendidas pelo PT, o candidato avaliou a organização do adversário como um projeto estruturado e capaz de mobilizar setores da classe média.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.