Ricardo Couto mantém Ciência e Tecnologia na pasta de Desenvolvimento Econômico por enquanto
Governador em exercício reafirma compromisso de criar pasta própria após novo desenho da estrutura estadual ser publicado
Por Redação Diário Local
O governador em exercício, Ricardo Couto, manteve a área de Ciência e Tecnologia vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico no novo desenho da estrutura do governo estadual. A medida foi oficializada por meio de decreto publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (27).
Apesar da configuração atual, Couto reafirmou o compromisso de criar uma pasta própria para o setor durante reunião realizada nesta quarta-feira (26) com reitores de universidades do estado. A permanência da área na estrutura atual da Secretaria de Desenvolvimento Econômico é tratada pelo governo como um desenho provisório.
O governo estadual informou que está discutindo o formato da futura pasta com a comunidade científica e acadêmica. A intenção é que a reestruturação ocorra após o diálogo com os representantes do setor sobre como deve funcionar a nova secretaria.
Com a reforma administrativa, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico foi ampliada. Além de manter a área de Ciência, Tecnologia e Inovação, a pasta passou a incorporar também as áreas de Energia e Economia do Mar.
Nos bastidores da administração, o nome de Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, atual reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), é cotado para assumir a nova secretaria quando ela for recriada. A indicação, no entanto, ainda não foi formalizada e depende da definição da reestruturação.
A decisão gerou críticas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A deputada estadual Dani Balbi (PCdoB), vice-presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da casa, lamentou a manutenção da pasta científica dentro de uma secretaria de perfil econômico.
Em nota, a parlamentar afirmou que a medida demonstra o peso que o governo atribui à produção de conhecimento no estado. Para a deputada, a decisão ultrapassa uma questão de gestão e reflete uma escolha política sobre a importância da área.
Balbi também criticou a falta de diálogo prévio com o setor científico. Segundo a deputada, instituições como universidades, institutos de pesquisa e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) deveriam ter sido consultadas antes das decisões que afetam o planejamento e a autonomia do setor.
