Biblioteca Erê ganhará novo espaço em empreendimento na Pequena África, no Rio
Projeto que une literatura e ancestralidade afro-brasileira será expandido para novo empreendimento residencial na Zona Portuária do Rio.
Por Redação Diário Local
A Biblioteca Erê, projeto voltado ao incentivo da leitura com foco na ancestralidade afro-brasileira, será transferida para um novo espaço em um empreendimento residencial na região da Pequena África, na Zona Portuária do Rio de Janeiro.
A iniciativa é fruto de uma parceria entre o projeto Pretinhas Leitoras e a Associação Cultural Lanchonete Lanchonete. Segundo a pedagoga Elen Ferreira, co-criadora do Pretinhas Leitoras e diretora-técnica e pedagógica da Associação Cultural Lanchonete Lanchonete, a expectativa é que a ação transforme a vida das pessoas por meio de um espaço de encontros e criatividade.
A Biblioteca Erê surgiu em 2024 a partir da união de duas frentes de trabalho. O Pretinhas Leitoras começou em 2015 no Morro da Providência, idealizado pelas adolescentes Helena e Duda Ferreira, com o objetivo de expandir o universo de leitura por meio da literatura.
Como surgiu o projeto
O projeto Pretinhas Leitoras nasceu da busca por segurança e conhecimento através dos livros, servindo como uma alternativa para ultrapassar fronteiras culturais. Com o tempo, as atividades ganharam o ambiente virtual e até participações em programas de televisão.
A outra parte da parceria, a Associação Cultural Lanchonete Lanchonete, é uma instituição fundada pela artista fotógrafa e pedagoga Thelma Vilas Boas. Sediada na Gamboa, a associação atua como um centro de arte, cultura e debate.
Em 2026, a associação atende mais de 70 pessoas, entre crianças, adolescentes e mulheres, por meio de oficinas de arte, cultura e literatura. Atualmente, uma das turmas da Biblioteca Erê conta com 10 alunas.
O acervo e o foco cultural
A curadoria da biblioteca prioriza a temática afro-indígena, oferecendo cerca de 500 títulos. O acervo inclui obras de autores como Sônia Rosa, Ailton Krenak, Kusan de Oliveira, Renato Nogueira, Conceição Evaristo, Daniel Munduruku, Elisa Lucinda e Lázaro Ramos.
A abordagem busca dar visibilidade a temas que, segundo o projeto, foram historicamente invisibilizados no cenário educacional e cultural do país. A metodologia utiliza a ancestralidade como referência para o desenvolvimento dos jovens participantes.
